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Saiba como funciona o cooler e evite superaquecimento em seu PC

Conheça melhor este componente indispensável em qualquer computador e saiba como evitar calor em excesso na sua máquina.

Fernando Petracioli, especial para a PC WORLD

30/05/2008 às 18h13

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Reportagem feita a partir de dúvida de leitor; saiba mais

coolers2_150Há quem diga que o grande problema da informática sempre foi e sempre será o do aquecimento de componentes. O desafio da evolução tecnológica estaria em conciliar melhor desempenho e ao mesmo tempo evitar uma geração excessiva de calor que pode, na pior das hipóteses, queimar e inutilizar componentes do PC.

É exatamente para isso que existem os coolers, que também são chamados de fan. Eles são dispositivos com a única e exclusiva função de dissipar o calor gerado pelo funcionamento do computador.

O cooler absolutamente indispensável é o usado para o processador. Ele é composto de duas partes: o dissipador e a ventoinha. O dissipador nada mais é do que uma placa de alumínio que vai absorver o calor gerado pelo funcionamento da CPU.

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Esse dois componentes se ligam por uma pasta térmica (veja imagem) que vai fazer a condução do calor eficientemente (em alguns casos, usa-se uma fita adesiva que se derrete, transformando-se nessa pasta). Assim, se diz que o dissipador faz um papel passivo no resfriamento. A ausência da pasta pode prejudicar o processo de resfriamento

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A pasta térmica contribui para o funcionamento mais eficiente do
cooler e é instalada entre o processador e o dissipador

Já a ventoinha faz um trabalho ativo nesse processo. Funcionando como um ventilador, ela joga ar frio no conjunto para resfriá-lo. Assim a placa de metal se resfria, mantendo sua capacidade de dissipar calor da CPU. Alguns gabinetes trazem outros coolers cuja função é fazer circular o ar quente interno para o exterior do equipamento, atuando como uma espécie de exaustor.

Apesar de não serem tão comuns, existem também coolers para outros componentes do computador que não o processador. Por exemplo, para a placa de vídeo ou para resfriar todo o sistema de uma maneira geral. Eles são necessários apenas em casos específicos, como os supercomputadores de altíssimo desempenho usados por gamers.

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No outro lado do cooler, fica a ventoinha, que joga ar frio

no conjunto processador + dissipador

Outro tipo específico de cooler, são os projetados para notebooks. Sérgio Amaral, gerente de produtos da Cooler Master diz que, de uma maneira geral, o sistema de resfriamento de laptops não é o ideal, o que pode, no limite, levar o sistema a travar. “Os usuários pensam erroneamente que é um problema de sistema operacional, mas trata-se de superaquecimento”, afirma.

O que causa o problema nesse caso é o tamanho reduzido do portátil, que obriga o cooler a ter dimensões e eficácia menores se comparados ao de um desktop.

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A indústria de processadores vem trabalhando para obter processadores cada vez menores, mais potentes e que gerem menos calor. Alguns resultados muito importantes foram alcançados com os chips de mais de um núcleo.

Enquanto a equação perfeita não é alcançada, a indústria de eletrônicos se movimenta para resolver o problema. É o caso de um perifério específico (veja imagem) para uso com notebooks. Você o conecta na entrada USB e o encaixa sob o notebook, como uma base. As ventoinhas existentes no dispositivo têm a função de jogar ar frio pra dentro do portátil, através das aberturas quase sempre localizadas na base do notebook.

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Coolers de acessório têm a função de resfriar computadores portáteis

No entanto, Sérgio Buch Junior, supervisor de produtos da LG tem outra visão sobre o problema. Ele afirma que tais periféricos têm uma função muito mais ergonômica, no sentido de facilitar a digitação no notebook, pois este fica mais elevado com o equipamento. E relativiza sua função de resfriamento: “A não ser que se trate de erro de projeto (...) o produto já é feito para funcionar sem essa base”.

Buch Junior chama atenção para um outro problema dos notebooks. Devido a sua grande mobilidade, é muito comum o uso do laptop em locais inadequados, sem espaço lateral ou inferior para circulação de ar, até obstruindo as ranhuras que servem para ventilação.

Papel do usuário
Justamente em relação à alocação do computador, o usuário também pode e deve adotar algumas posturas que evitam um aquecimento excessivo no processador e no PC de uma maneira geral.

Não é recomendado que seja colocado dentro de cômodas ou armários. O ideal é que o gabinete tenha livre um raio de cerca de 15 a 20 cm em todos os lados, para efeito de circulação de ar. Um caso emblemático e bem prejudicial é quando se tem o gabinete deitado e o monitor posicionado em cima dele. Além de impedir o contato de ar em uma área considerável, o monitor ainda irá acrescentar mais calor (gerado pelo periférico) aos componentes do PC.

Um outro aspecto muito importante é o de procurar não fazer o chamado ‘overclocking’ na CPU, pois o aquecimento é proporcional à potência do processador. Sérgio Amaral, da Cooler Master, coloca que “quem utiliza o processador numa freqüência normal não vai ter problemas”.

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