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Como funcionam os recursos mais impressionantes do iPhone

Acelerômetro, realidade aumentada, sensor de proximidade, tela multitouch, sensor de luz ambiente... Macworld mostra os segredos dessas funções

Macworld/Reino Unido

15/10/2009 às 16h17

Foto:

Você aproxima o iPhone do ouvido e a tela do aparelho é desativada. Gire-o e a tela o acompanha na posição correta. Sacode o aparelho e ele troca de música. Caminha pela cidade e o celular encontra sua localização. Aponte-o para o horizonte e veja a direção correta a ser seguida. Mas como tudo isso acontece?

A Apple tem o costume de não divulgar informações detalhadas de seus equipamentos, pois  trata seus produtos como uma caixa preta. Mas a Macworld do Reino Unido se aprofundou em cada um dos detalhes do aparelho e revela alguns de seus segredos.

Tela sensível ao toque

Um painel abaixo da tela de vidro
identifica o toque do usuário por meio de um campo elétrico. O painel,
em seguida, envia essa leitura para o LCD abaixo dele.

Em outras palavras, o seu dedo muda a carga elétrica do aparelho e
altera a informação enviada ao sistema operacional (SO) do iPhone. O
software identifica quais pixels tiveram uma carga alterada e mostra o
resultado logo em seguida na tela.

Todo dispositivo com uma tela sensível ao toque utiliza um método
semelhante, mas o que torna o iPhone um aparelho único é o tempo de
resposta do seu sistema operacional. Ele responde rapidamente aos
toques e pinceladas do usuário, o que facilita em muito o uso de aplicativos como  jogos para portáteis, impulsionando as vendas de software.

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iPhone: ele identifica o centro da Terra

Sensor de proximidade

Quando o iPhone é levado próximo ao ouvido, durante uma ligação, a
tela é desligada automaticamente. Isso impede que o usuário pressione
por engano algum botão enquanto encosta o telefone no rosto. Também
economiza bateria, já que a tela não precisa estar ativada no momento
da ligação (normalmente).

Baseado nos testes da Macworld, o iPhone tem aproximadamente três
sensores infravermelhos localizados na área do receptor de ouvido.

Como a maioria dos smartphones que utiliza sensores infravermelhos,
o iPhone emite um campo eletromagnético que verifica se há obstruções
em uma área de meia polegada de distância do aparelho. Se houver, a
tela é desativada.

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Revestimento oleofóbico

As gerações anteriores do iPhone tinham suas telas manchadas 
facilmente após o uso do aparelho, mas o novo iPhone 3GS traz um
revestimento que protege o celular contra oleosidade deixando-a limpa.

O blog de tecnologia Gizmodo
compara o revestimento oleofóbico do iPhone 3GS com a cera usada para
polimento nos carros. Da mesma forma que ela impede a penetração de
água, a camada do iPhone impede a penetração de gordura e marcas do
dedo.

Sensor de luz ambiente
Dependendo do ambiente no qual o iPhone é utilizado, o brilho da
tela é ajustado automaticamente, de acordo com as condições de
iluminação do local.

Sensores de luz identificam a intensidade eletromagnética e enviam
sinais para alterar a potência das fotocélulas usadas no visor.
Fotocélulas podem até detectar quando a escuridão vem da mão do usuário
sobre o aparelho ou de um quarto escuro.

Orientação da tela
O recurso de inclinação (acelerômetro), envia sinais ao sistema operacional do iPhone, que identifica a exata posição na qual o aparelho está. A função é muito utilizada em jogos como, por exemplo, o Heavy Mach, que permite o controle de um tanque de guerra apenas com o girar do aparelho para esquerda ou direita.

Jon Peddie, analista da área de tecnologia de consumo, explica como o acelerômetro funciona:   "Esse recurso sabe onde fica o centro da Terra. O truque é identificar a mudança de posição", afirma.

Sistemas microeletromecânicos do acelerômetro
O iPhone utiliza sistemas microeletromecânicos (MEMS, na sigla em
inglês). O que é isso? São dispositivos minúsculos (cerca de três
mícrons de espessura e de 125 a 150 mícrons de comprimento – um mícron
equivale a um milésimo de milímetro)  que controlam o acelerômetro.

Dependendo da posição que o iPhone se encontra, a gravidade empurra os MEMS para uma direção que é identificada por capacitores.

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Jogo para iPhone utiliza movimentos do usuário para mover tanque de guerra

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Recurso Shake
O Shake no iPhone pode ser usado para fazer com que as músicas da função iPod sejam executadas de forma aleatória. Para isso, basta que o usuário sacuda o aparelho de um lado para o outro. Alguns aplicativos são programados para fazer a sincronização de dados com o computador toda vez que for sacudido.

Para fazer funcionar tal recurso, o iPhone utiliza o acelerômetro para identificar os movimentos repentinos de um lado para o outro. Quando ele sente que o celular se moveu, o sistema operacional aciona um recurso da interface para sincronizar com uma música aleatória na função iPod. O celular da Apple é suficientemente sensível para saber a diferença entre o ato de sacudir e o de virá-lo no modo paisagem, por exemplo.

Serviços de localização
Desde que você não esteja utilizando o iPhone dentro de um túnel, o iPhone é capaz de encontrar sua localização exata por meio de um GPS interno. Como a maioria de dispositivos e smartphones que possuem um GPS integrado, o receptor do iPhone pode ler o sinal de uma série de satélites em órbita da Terra que transmitem um sinal quase que constante.

O iPhone lê os dados dos satélites e calcula quanto tempo leva para os dados serem transmitidos. O tempo é convertido na distância entre o celular e o satélite, que por sua vez define a sua localização.

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Aplicativos que usam o microfone do iPhone
Trombone e Vocoder são aplicativos musicais para o iPhone que identificam quando o usuário está falando, cantando ou assoprando no aparelho pelo microfone.

De acordo com os desenvolvedores de ambos os aplicativos, o Trombone e o Vocoder interpretam a intensidade de uma onda sonora - mais precisamente a vibração das moléculas de ar – e emite um som relacionado.

Realidade aumentada
A tecnologia de realidade aumentada usa a câmera do iPhone para mostrar em tempo real pequenas marcações na tela do aparelho (sobre uma imagem real) que indicam outros usuários ou estabelecimentos.

Esses instrumentos dependem de várias funções do iPhone. Segundo o desenvolvedor do aplicativo Nearest Tube, o programa faz a leitura do GPS do iPhone, encontra estações de trem em Londres e, em seguida, lê os dados da bússola e do acelerômetro para descobrir qual a direção você está apontando o telefone e, finalmente, mostrar qual o caminho da estação.

O uso da tecnologia Open GL auxilia como uma espécie de gerador de gráficos e serve para mostrar pequenas janelas sobrepostas à imagem da câmera em movimento.

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Realidade aumentada mistura o mundo real com o virtual

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