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Saiba o que as empresas buscam no profissional de e-commerce

Empresas valorizam proatividade, dinamismo, espírito jovem e conhecimento em varejo.

Andrea Giardino, da Computerworld

11/11/2009 às 18h23

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Depois do estouro da bolha de internet, o mundo digital não é o mesmo. Os salários para lá de milionários viraram parte do passado e as pontocoms deixaram de ser um grande celeiro de talentos. Mas passou a ver um importante movimento: a entrada de grandes nomes da indústria do varejo que até então resistiam aos seus “encantos” da internet. 

Primeiro foi a vez da Casas Bahia se render ao comércio eletrônico, em seguida o Carrefour. Cenário que esquentou a briga entre gigantes pelo consumidor na internet. Tanto que estimativa da consultoria e-bit prevê que o comércio eletrônico brasileiro chegue a 2,6 bilhões de reais no terceiro trimestre, representando aumento de 30% em relação ao mesmo período de 2008.

O resultado direto é maior espaço para profissionais que estão dispostos a construir uma carreira, sem grandes pretensões de cortar caminho rumo ao topo. “É claro que as empresas buscam quem já tem experiência prévia em varejo online, por exemplo”, afirma o gerente da área de TI da empresa de recrutamento Michael Page, Ricardo Basaglia. “Mas o perfil é o de gente jovem, com muita garra e vontade”.

De acordo com o consultor, a diferença em relação ao que se via antes diz respeito a foco. As empresas querem profissionais com menos habilidades técnicas e mais visão estratégica. “A busca é por aqueles que saibam posicionar o portal em sites de comparação de preços e dominem recursos que permitam monitorar os concorrentes”.

Que profissionais as empresas buscam

No portal de compras Mercado Livre, a caça é pelas melhores cabeças, com formação em escolas de primeira linha, dinamismo, proatividade e espírito jovem. Exigências que se aplicam a todos, dos mais juniores aos mais seniores.

A gerente de RH da empresa, Helen Menezes, explica também que no processo de seleção observa-se quem está antenado com o mercado e com a concorrência. E não faltam vagas. “Do início do ano para cá, houve um crescimento de 25% no quadro de funcionários”, diz. O Mercado Livre conta hoje com um total de 400 empregados no Brasil.

No Decolar, que atua com venda online de passagens aéreas e pacotes de viagens, a procura por profissionais qualificados é constante e enfatizada pelo presidente da companhia, Alípio Camanzano. “Buscamos os melhores e pagamos por isso”, afirma. “Se o profissional custa o dobro e faz diferencial para nós, o contratamos”.

Nas áreas de produto e marketing, o executivo conta que a empresa quer profissionais familiarizados com e-commerce, especializados no segmento. Mas em geral, prefere-se quem tenha acumulado passagens por empresas com rápido crescimento. Isso exige do profissional uma atuação mais dinâmica e preparada para esse tipo de cenário. “Precisamos de talentos que consigam nos ajudar a manter nossa curva de crescimento”, ressalta Camanzano.

Conhecer sobre o mercado de varejo ou logística é essencial para quem atua no Brandsclub, clube privado de compras online que comercializa, exclusivamente para associados, produtos de marcas famosas nacionais e internacionais, com descontos de até 80%.

O presidente da empresa, Paulo Humberg, explica que o comércio na internet é similar ao varejo, apesar de ser mais complexo em alguns aspectos. Por essa razão, a busca por jovens com experiência em comércio ou logística. A empresa está no mercado há sete meses e possui 105 funcionários. “A corrida por profissionais, que, antes, inflacionava os salários, não existe mais. Hoje, estamos pé no chão e bem próximos da realidade”, diz.

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