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Saiba o que deve ser proibido ou liberado para iPhone e iPad

Com as novas diretrizes para desenvolvedores que a Apple publicou recentemente, alguns aplicativos devem ser vetados e outros chegarão finalmente à loja online

PC World / EUA

10/09/2010 às 15h33

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O relaxamento das regras de desenvolvimento para o iOS, divulgado na semana passada pela Apple pode permitir que apps antes na “lista negra” da empresa voltem ao iPhone. Entre os principais itens que poderiam ser ressuscitados estão apps como o Google Voice Mobile, plataformas de publicidade concorrentes do iAds da Apple e ferramentas de desenvolvimento de terceiros, como aquelas produzidas pela Adobe e Oracle.

Veja abaixo o que pode voltar ao iPhone, iPad e iPod Touch em razão da nova licença de desenvolvimento (Developer License) para iOS da empresa de Steve Jobs.

Google Voice: talvez
Parece algo difícil de acontecer, mas o Google Voice, o serviço de telefonia da gigante de buscas, pode fazer seu caminho de volta para a App Store. Sean Kovacs, desenvolvedor do GV Mobile, um app para iPhone baseado no Google Voice, disse pelo Twitter que acreditava que seu aplicativo cumpria as “mais de 110 novas diretrizes postadas pela Apple”. Kovacs disse depois que a companhia de Steve Jobs tinha convidado-o para submeter novamente o app, e que o GV Mobile iria “provavelmente voltar”.

Isso é dificilmente uma garantia se considerarmos o passado obscuro de aprovação de apps pela Apple. O site norte-americano TechCrunch aponta que o GV Mobile ainda poderia ser rejeitado baseado nas diretrizes da Apple (“versão” 8.3), que diz que aplicativos que sejam “confusamente similares a um produto existente da Apple” podem ser rejeitados.

Em julho de 2009, a Apple rejeitou o aplicativo Google Voice para iPhone. Isso fez com que a FCC (Comissão Federal de Comunicações nos EUA) analisasse as ações da empresa de Steve Jobs. A Apple então negou que o app tivesse sido rejeitado, e a Google finalmente estabeleceu uma versão baseada na web do Google Voice para o iPhone.

Na época, a Apple disse que o app do Google Voice era problemático porque substituía a “funcionalidade principal de telefone móvel do iPhone e a interface de usuário da Appe pela interface de usuário (do Google Voice)”.

Adobe Creative Suite 5: dentro
As novas regras da Apple permitem que desenvolvedores criem aplicativos para iPhone usando ferramentas de plataforma de desenvolvimento de terceiros. Em abril deste ano, a companhia proibiu que os criadores usassem ferramentas como o Adobe Creative Suite 5, que te permite criar um app em Flash, e então fazer uma versão dele para a linguagem nativa do iPhone, a Objective-C.

A Adobe disse que a mudança de pensamento de Steve Jobs era “uma ótima notícia para os desenvolvedores” e que a empresa agora vai retomar o desenvolvimento de seu recurso CS5-iPhone. No entanto, esse movimento não muda a política da Apple em não suportar conteúdo baseado em Flash no seu smartphone. Conteúdo baseado em Java (da Oracle) e Flash (da Adobe) ainda não está disponível no iPhone.

AdMob: dentro
Parece que a companhia de publicidade móvel recentemente adquirida pela Google, a AdMob, poderá continuar vendendo anúncios para o iPhone. Os novos termos da companhia permitem grande flexibilidade para os desenvolvedores escolherem o fornecedor de publicidade, incluindo como opções o Adwords e o citado AdMob, ambos da Google. “Essa é uma notícia para todos da comunidade móvel”, disse o vice-presidente de gerenciamento de produto da Google, Omar Hamoui. “Estamos felizes que a Apple esclareceu seus termos e estamos 100% comprometidos em desenvolver as melhores soluções e formatos possíveis de publicidade para o iPhone.”

Pouco tempo depois da Google ter comprado a AdMob, a Apple introduziu termos em seu contrato de desenvolvedores que parecia banir especificamente anúncios do AdMob no iPhone. A proibição também coincidiu com o lançamento na época da plataforma de publicidade móvel da própria Apple, chamada iAds. Em julho deste ano, Hamoui disse que o iPhone representava cerca de 30% dos negócios do AdMob.

(Novos) Apps de “gases”: fora
“Nós não precisamos de mais apps de ‘gases’”, afirma uma das novas diretrizes da Apple. “Se o seu aplicativo não faz alguma coisa útil ou fornece alguma forma de entretenimento duradouro, ele pode não ser aceito.”

A Apple também avisou aos desenvolvedores que suas novas diretrizes estavam “ de olho nas crianças”, reforçando a relutância da companhia em aceitar apps de conteúdo considerado indecente ou sexualmente explícito. As novas normas também continuam a  guerra da empresa de Jobs contra conteúdo amador.

“Se o seu aplicativo parece ter sido feito em alguns dias, ou você estiver tentando colocar seu primeiro app na loja para impressionar os amigos, por favor, se prepare para a rejeição. Nós temos muitos desenvolvedores sérios que não querem que seus softwares de qualidade sejam cercados por trabalhos amadores”, afirma a declaração. Quando a Apple apresentou a nova Apple TV no início de setembro, Steve Jobs disse que os usuários da companhia queriam conteúdo profissional em seus televisores e não “amador”.

Atualmente, a App Store disponibiliza cerca de 800 aplicativos de arroto e “gases” para iPhone, incluindo nomes como Juicy Fart, Fart Machine Pro, Monster Fart e Fart Piano.

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Pornografia no iPhone: continua fora

Apps pornográficos: continuam fora
As novas diretrizes da Apple continuam mantendo fora os apps “publicamente sexuais” que a companhia limpou em fevereiro deste ano, como Dirty Finger: Screen Wash e Wobble iBoobs. Aplicativos que trazem material pornográfico ou conteúdo gerado por usuário que seja frequentemente pornográfico (como Chat Roulette) estão fora, segundo os novos termos.

Caso você esteja se perguntando como a Apple define o que é “pornográfico”, a companhia diz que sua decisão será guiada pela definição do dicionário norte-americano Webster. Dessa maneira, a empresa de Steve Jobs considera “pornográfico” qualquer coisa que tenha “descrições explícitas ou exiba órgãos sexuais ou atividades que tenham a intenção de estimular sentimentos eróticos em vez de estéticos ou emocionais”.

 

Sátira: dentro (não para amadores)
E os novos termos da Apple também proíbem aplicativos que tragam ataques pessoais, mas faz uma exceção ao afirmar que “ humoristas profissionais e políticos estão livres do banimento por comentários ofensivos”. Note que a companhia mais uma vez está mantendo os amadores fora ao aplicar a exceção apenas aos humoristas profissionais.

A Apple têm tido uma relação instável com os cartunistas políticos, que vieram à público quando o artista vencedor do prêmio Pulitzer, Mark Fiore, teve um aplicativo para iPhone rejeitado. A empresa então pediu que Fiore submetesse novamente o seu aplicativo (chamado NewsToons), que atualmente está disponível por 99 centavos de dólar na App Store.

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