Home > Notícias

Saiba por que Max Payne merece chegar às telonas nesta sexta

História bem organizada, gráficos empolgantes na época e recursos inovadores são alguns dos pontos que levaram Max Payne ao cinema.

Por Cauã Taborda, especial para a GamePro

21/11/2008 às 17h39

dest_150.jpg
Foto:

Nesta sexta-feira (21/11) muitos brasileiros vão recorrer a um bom e velho divertimento: o cinema. Garanto que muitos deles, atraídos por um novo thriller de ação, cheio de efeitos e aspectos sombrios, acabarão optando por assistir Max Payne.

Mas uma parcela pequena, se comparada à grande massa que irá contemplar este filme no cinema, vai ter aquela boa sensação de uma boa história que continua, de um personagem que marcou época ressurgindo, estes são os fãs dos games Max Payne 1 e 2.

Lançado entre 2000 e 2001, o game Max Payne é um título de ação em terceira pessoa, onde o personagem principal, o policial Max Payne, tenta desvendar as operações e estranhos assassinatos envolvendo a máfia e a droga Valquíria, chamada de V e apelidada de “a morte verde”.

> Confira as telas do game e do filme Max Payne

Sustentado por uma boa trama, com recursos de animação que simulam uma HQ (história em quadrinhos), o game foi o primeiro a usar de uma maneira excelente o “bullet time” (tempo de bala), apresentado ao mundo por Matrix em 1999.

Depois de Max Payne, que passou a usar o recurso “cinematográfico” para ajudar o jogador em combates complicados, além de gerar animações de morte empolgantes, foi imitado por outros desenvolvedores e ajudou a alterar por completo o gênero de ação em terceira pessoa.

gamesshutter_625.jpg

Um dos títulos que seguiu bem o exemplo foi o Jedi Outcast, um grande título de Star Wars, onde o recurso de “velocidade da força” (force speed), antes uma aceleração confusa do tempo, ficou parecido com o tempo de bala do policial Max.
++++
Outro ponto importante da série Max Payne é que ela expandiu fronteiras. Por se completamente localizado, com dublagens, textos e manuais completos em português, atingiu um grande número de fãs.

Mesmo com interpretações e dublagens pobres, conseguiu criar bordões que ecoam na cabeça dos aficionados como “é o Max”, que era o alerta básico dos vilões no primeiro game da série.

Ou ainda, quando um sujeiro com cara de durão chega em um bar, vestindo jaqueta de couro e tons escuros, algum amigo seu fala algo do tipo “olha ali o Max Payne”.

O filme, que chega às telas brasileiras nesta sexta, parece ter absorvido esse espírito do game. Mais parecido com o Max Payne 2, o filme apresenta o policial Max e uma “parceira”. O ator escolhido para representar o policial durão é Mark Wahlberg.

Assim como no game, o filme explora a morte da família de Max, o que gera conflitos internos e pesadelos tenebrosos. Apesar de vários elementos do game estarem representados em grande estilo nas telonas, a diferença e “mix” na história pode chatear os fãs mais empolgados, como ocorrido em Silent Hill.

No cinema Max investiga a morte de Natasha, representada pela Bond Girl de Quantun of Solace, Olga Kurylenko. Conforme as investigações vão revelando pistas, Max descobre o envolvimento da morte com uma misteriosa droga (que no game é a V) e a máfia.

Apesar de algumas críticas afirmarem que o filme “deixa a desejar”, vale um ingresso para os fãs da série, para quem sabe, observar se os gamers terão um primeiro “bom filme” baseado em um bom jogo, ao contrário dos desastres que matam a imagem de ótimos títulos nas telonas.

Confira abaixo o trailer do filme e do primeiro game (em inglês).


Junte-se a nós e receba nossas melhores histórias de tecnologia. Newsletter por e-mail Newsletter por e-mail