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Saída da HP não garante que o iPad venceu o jogo

Especialistas afirmam que, apesar de liderar com folga atualmente, tablet da Apple ainda pode encontrar concorrência forte do Android

Computerworld / EUA

19/08/2011 às 16h27

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A saída da HP do mercado de tablets não significa que o iPad, da Apple, vai continuar como o “rei supremo”, afirmaram analistas.

“O webOS nunca seria um matador do iPad”, disse a analista da Technology Business Research, Ezra Gottheil. “Ele tinha chances no mercado corporativo, mas nunca iria desafiar a posição muito forte da Apple no mercado de consumidores de tablets.”

Na última quinta-feira, 18/8, a HP anunciou que iria parar de fabricar tablets e smartpones com o webOS, o sistema operacional que a empresa adquiriu quando comprou a Palm por 1,2 bilhão de dólares no ano passado. A decisão – feita apenas semanas após a HP iniciar a venda do tablet TouchPad – pegou a maioria dos analistas de surpresa.

Mas não é um sinal de que a Apple manterá sua atual posição de maior vendedora de tablets do mercado: o webOS da HP era simplesmente um rival muito pequeno – e provavelmente continuará assim.

“Eles eram o quarto cavalo em uma corrida de três, disse Gottheil, fazendo referência a Apple com o iOS, a Google com o Android e a Microsoft com ainda inédito Windows 8.

Já o analista da DisplaySearch, Chris Connery, enxerga a batalha dos tablets ainda mais apertada, tendo apenas Apple e Google, com a Microsoft ainda precisando provar sua habilidade de entrar para a corrida. “Os tablets são um espaço de dois sistemas no momento”, disse Connery. “A HP chegou muito rapidamente à conclusão que não havia espaço para três.”

Tanto Gottheil quanto Connery disseram que a eutanásia dos tablets webOS pela HP não é um sinal que impede outros, especialmente a Google, de desafiar ou até mesmo ultrapassar a Apple.

“Existem coisas que a Apple simplesmente não vai fazer”, disse Gottheil. “Ela não vai criar uma variedade de tablets como os fabricantes Android. E ela não competirá na seção de aparelhos mais básicos, simplesmente por que não quer sacrifícios.”

Desafiar a Appleatualmente pode ser difícil, se não impossível, pois os tablets rivais possuem a mesma faixa de preços, mas isso não vai durar para sempre, afirma Gottheil.

“Em algum momento, os consumidores se dividirão em grupos, com um dizendo ‘Quero algo bom o bastante que seja barato’, e o outro dirá ‘Quero algo que seja ótimo.’ O primeiro,vai ficar com o Android”, explica Gottheil.

Mas é difícil prever quando isso vai acontecer.

Nenhum dos analistas viu os tablets Android na mesma linha de tempo relativamente curta que se desenvolveu para os smartphones Android, e concordaram que provavelmente vai levar mais tempo para desafiar o iPad do que levou para alcançar o iPhone.

“Penso que a curva possa ser um pouco mais difícil para os tablets Android do que para os smartphones”, disse Connery. “A Apple continua liderando.”

Connery notou que a aquisição da Motorola Mobility pela Google – um negócio de US$12,5 bilhões anunciado no início da semana – possui implicações na batalha iOS contra Android.

“A Google e a Motorola estão se juntando por alguma razão, e não é apenas por causa das patentes”, diz. “Elas também tem os tablets em mente.”

Os analistas em geral têm concordado que a compra feita pela Google foi impulsionada por um desejo de aumentar seu portfólio de patentes uma vez que ela defende o Android em disputas legais contra a Apple e a Microsoft, apesar de alguns, como especialista em patentes Florian Mueller, terem dito o contrário.

Mas mesmo que a dominância do iPad não seja viável para sempre, não será fácil destroná-lo.

“A decisão da HP de não apenas sair do webOS, mas talvez de todos os seus negócios de PC, mostra como é difícil hoje em dia estar no mercado de eletrônicos de consumo”, conclui Connery. “Já vimos marcas e mais marcas que não possuem uma base sustentável de consumidores. Todas querem estar dentro (do mercado), mas uma vez lá, elas percebem como são pequenas as margens. Quer dizer, todas menos a Apple.”

E isso, completa Gottheil, é exatamente o que as ações da HP demonstram.

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