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Salário de webdesigner brasileiro é a metade da média mundial

Já um programador no Reino Unido ganha até sete vezes mais. Pesquisa revela quanto ganha um freelancer em tecnologia no mundo.

Por Redação do IDG Now!

13/02/2008 às 16h44

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Um profissional freelancer na área de webdesign da Noruega ganha, em média, três vezes mais que um brasileiro pela hora de trabalho. É o que aponta um estudo do site FreelanceSwitch.com, que ouviu 3,7 mil profissionais independentes de todo o mundo, de diferentes profissões.

De acordo com o estudo, o valor médio da hora do webdesigner freelancer no Brasil é de 23 dólares - acima da Índia, onde a hora vale 16 dólares, mas bem abaixo de países como a Noruega (75 dólares), Cingapura (60 dólares), Estados Unidos (54 dólares) e até de latino-americanos, como o México (31 reais).

O valor pago aos brasileiros também está abaixo da média mundial da hora do webdesigner freelancer, que é de 46 dólares.

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A hora do freelancer brasileiro na carreira de programador é praticamente equivalente à do webdesigner - 22 dólares. Mas nesta área, a defasagem em relação a outros países é maior: um programador do Reino Unido chega a ganhar até sete vezes (em média, 158 dólares) mais que um tupiniquim.

A média do valor pago por hora de programador no mundo é de 49 dólares. Países que competem com o Brasil na terceirização de desenvolvimento offshore, como a Irlanda e a Índia, pagam melhor os programadores freelancers - as médias são de 84 dólares e 24 dólares, respectivamente.

Entre os profissionais ouvidos pelo estudo, 13% tem mais de metade da sua carteira de clientes fora do seu país.

Dos freelancers entrevistados, 43% ganham menos do que quando trabalhavam para a indústria, mas mesmo assim 89% estão mais felizes desde que começaram a trabalhar como autônomos - embora 45,7% não se sintam seguros com a situação de trabalho.

A pesquisa revela ainda que a internet é uma importante fonte de trabalho para os profissionais independentes: 43,6% conseguem trabalho por meio do portfolio exibido na web; 33,5% em sites de emprego da internet; 21,5% em redes sociais; e 15% em blogs. Ainda assim, a referência ainda é a principal fonte de trabalho para 88,8% dos freelancers ouvidos.

O estudo mostrou ainda que há diferença entre o valor pago para homens e mulheres nos trabalhos autônomos: as mulheres ganham, em média, 4 dólares a menos por hora pelo mesmo trabalho executado.

A íntegra da pesquisa, que traz mais dados sobre o trabalho de freelancer no mundo, pode ser acessada no site FreelanceSwitch.com. O estudo foi realizado em julho de 2007.

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