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Samsung lança novos relógios “Galaxy Gear”, mas sem Android

Aparelhos são mais leves e poderosos que o modelo original e usam o sistema operacional Tizen, desenvolvido pela própria Samsung.

Mikael Ricknäs, IDG News Service*

23/02/2014 às 11h23

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A Samsung anunciou às vésperas do Mobile World Congress (feira de telecomunicações que acontece em Barcelona, Espanha, durante esta semana) duas novas versões de seu “smartwatch”, o Galaxy Gear. Batizados de Gear 2 e Gear 2 Neo, os aparelhos rodam o sistema operacional Tizen, desenvolvido pela Samsung e Intel, em vez do Android usado no modelo original.

Segundo a empresa os dois modelos tem uma autonomia de bateria de dois a três dias com “uso típico” e até seis dias com “pouco uso” antes de exigir uma recarga de bateria, o que é uma melhoria em relação ao primeiro modelo, lançado em setembro passado.

Ambos são baseados em um processador dual-core não especificado rodando a 1 GHz (o modelo original usava um processador single-core de 800 MHz), e tem uma tela Super AMOLED de 1,63 polegadas com resolução de de 320 x 320 pixels. Também tem 512 MB de RAM e 4 GB de memória interna. O Gear 2 tem uma câmera de 2 MP, enquanto o Gear 2 Neo não tem câmera alguma. Ambos os aparelhos são resistentes a água e poeira e tem um variado conjunto de recursos de fitness, incluindo um sensor de frequência cardíaca e um pedômetro.

A principal diferença entre os modelos é o peso: o Gear 2 pesa apenas 68 gramas e o Gear 2 Neo pesa 55 gramas. Isso torna ambos mais leves que o Galaxy Gear original, que pesava 73,8 gramas. No Gear 2 a câmera é integrada ao corpo do aparelho, e não mais à pulseira.

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Samsung Gear 2

A troca do sistema operacional é interessante. No ano passado vimos o Tizen lutar pela relevância e a Samsung não conseguiu lançar um aparelho rodando o software. Mas a empresa agora parece ter elaborado uma tática diferente, adotando a plataforma em seus smartwatches e outros eletrônicos de consumo, como a “smart camera” NX300M.

Faz mais sentido do que usar a plataforma em smartphones, já que entre os acessórios a concorrência não é tão acirrada e a dependência da plataforma no HTML5 é um problema menor. 

“É uma forma interessante da Samsung manter o Tizen vivo. o Android é incrivelmente voraz em termos de memória e consumo de energia. Portanto um sistema operacional mais eficiente pode ser atraente aos fabricantes porque reduz os custos com materiais e endereça um dos principais problemas dos “wearables” no momento, que é a autonomia de bateria”, disse Ben Wood, diretor de pesquisa da CCS Insight, em uma entrevista na última sexta-feira.

Por outro lado, a troca do sistema operacional pode se mostrar um incômodo para usuários do atual Galaxy Gear que estejam interessados em um upgrade, já que os novos modelos não são compatíveis com os apps Android desenvolvidos para o modelo original. 

O Gear 2 e o Gear 2 Neo estarão disponíveis em todo o mundo a partir de Abril, de acordo com a Samsung, que não mencionou seus preços.

*Com informações de Rafael Rigues, PCWorld Brasil

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