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Samsung vai pagar à Apple valor equivalente ao lucro de 16 dias

A multa de US$ 930 milhões que a Samsung foi condenada a pagar à Apple por infração de patentes é uma gota d'água comparada aos lucros das duas companhias

Martyn Williams - IDG News Service

27/01/2014 às 0h50

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A multa de US$ 930 milhões que a Samsung foi condenada a pagar à Apple por infração de patentes de smartphones pode ser maior que o faturamento anual de muitas empresas no mundo, mas para as duas companhias é uma gota d'água se comparada aos lucros anuais sobre suas vendas.

A Samsung divulgou seu resultado financeiro na sexta-feira, 24/01, reportando lucros operacionais de US$ 5,1 bilhões no trimestre em sua divisão de negócios de TI e comunicações móveis, que vende principalmente celulares e tablets. O valor representa lucros diários de US$ 56,6 milhões, portanto as perdas a que foi condenada a pagar para a empresa de Cupertino equivalem a pouco mais de duas semanas dos seus lucros.

Para a Apple a situação não é muito diferente. A empresa californiana deve anunciar seus resultados financeiros nesta segunda-feira, 27/01, mas a multa que vai receber da Samsung, se comparada com seu resultado do trimestre de julho a setembro, é equivalente a apenas oito dias dos seus lucros operacionais.

A comparação mostra por que as multas gigantescas sobre perdas associadas a quebra de patentes não foram suficientes para impedir as duas companhias de continuar suas brigas nos tribunais.

Em 2011, a Apple iniciou a briga acusando a Samsung de copiar elementos essenciais do design do iPhone e entrou com uma ação na justiça contra a empresa coreana. A resposta da Samsung foi mover um processo judicial contra a Apple, que foi seguido de novos processos paralelos entre as duas empresas. A Samsung apelou da decisão do tribunal da California de impor a multa por perdas.

A guerra entre as duas empresas não terminou ainda. As duas vão se confrontar num novo julgamento na Califórnia, no final de março, sobre outro conjunto de patentes associadas a outros smartphones.

Por conta desse caso, a juíza Lucy Koh, ordenou, bastante irritada, que as duas empresas se reunam e vejam se conseguem resolver suas diferenças de outra forma. Elas têm até 19 de fevereiro para definir um encontro entre os CEOs de ambas e um mediador para tentar evitar seguir para um novo julgamento.

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