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Saúde de Jobs deve ser comunicada ao mercado, diz estudiosa

Para professora, Jobs é ‘uma celebridade’ e seu estado de saúde é um fato relevante e que deve ser comunicado ao mercado.

IDG News Service/EUA

21/01/2009 às 8h55

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Apesar de ter pedido para os repórteres o deixarem em paz e afirmar que seu estado de saúde não diz respeito a ninguém, além dele próprio e seus familiares, Steve Jobs, CEO da Apple, pode ser obrigado a dar mais informações aos acionistas da companhia sobre seu estado de saúde. A opinião é de Alexa Perryman, professora assistente de administração da Neeley Business School, da Universidade Cristã do Texas.

Segundo Alexa, a Securities and Exchange Comission (SEC, órgão equivalente à Comissão Mobiliária de Valores, no Brasil) pode pedir que companhias listadas em bolsa divulguem informações sobre a saúde de seus executivos, caso considere que o funcionário é importante para o negócio da empresa.

Segundo Alexa, a SEC “pode classificar a saúde de Jobs como um fato relevante que precisa ser divulgado”. Nesse caso, explica a professora, fato relevante é qualquer informação que possa ter um impacto potencial no futuro da empresa ou em seu valor de mercado.

Atualmente, a SEC não tem regras específicas sobre a divulgação do estado de saúde de seus executivos, disse Alexandra. Acionistas e analistas, no entanto, têm uma opinião diferente de como as informações sobre a saúde de um CEO devem ser lidadas – particularmente no caso de Jobs, que tem uma importância quase vital para a Apple, na avaliação de pessoas que acompanham de perto a empresa.

Alexa concorda com esses analistas e acionistas e defende que a SEC peça informações sobre a saúde de Jobs. “Acho que a SEC deveria ter uma postura mais proativa”, disse a professora. Para ela, apesar de haver a questão da privacidade, “Jobs é um executivo-celebridade e deve sacrificar um pouco de sua privacidade”. “Até um certo grau, eles são como autoridades do governo ou esportistas – eles não vivem vidas comuns como a maioria das pessoas”, disse.

Na semana passada, ele disse que estaria tirando uma licença médica de seis meses para se concentrar em sua saúde. O executivo, no entanto, não deu detalhes sobre seu problema de saúde. No caso do CEO da Apple, a professora lembra que sua saúde tem um impacto direto nas ações da companhia negociadas na bolsa de valores norte-americana. Para Alexa, com mais informações os investidores poderiam se orientar melhor a respeito do dinheiro que colocaram na companhia.

A professora acrescentou que a falta de transparência também pode prejudicar a imagem pública da Apple. Ela acredita que seria melhor para a empresa informar ao mercado o que está acontecendo.

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