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Seagate e TDK mostram tecnologia para aumentar a capacidade dos HDs

Laser acoplado à cabeça de gravação aquece o disco e permite que mais dados sejam gravados no mesmo espaço. Tecnologia é complexa e está em desenvolvimento há anos.

Stephen Lawson, IDG News Service

02/10/2013 às 13h04

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A Seagate Technology irá demonstrar nesta semana, durante a feira de tecnologia CEATEC no Japão, uma tecnologia batizada de HAMR que poderá aumentar a quantidade de dados que podem ser armazenados em um HD.

A sigla vem de “Heat-Assisted Magnetic Recording” (Gravação Magnética Auxiliada pelo Calor), e a técnica usa calor gerado por um laser para ajudar a gravar dados na superfície de um disco rígido. Ela permite que os bits sejam gravados mais próximos uns dos outros, o que permite que mais informação seja armazenada no mesmo espaço do “prato” de um disco rígido. Durante a feira, no estande de sua parceira TDK, a Seagate irá demonstrar o HAMR em um HD de 2.5 polegadas e 10.000 RPM, projetado para uso em servidores “blade” para o mercado corporativo.

A Seagate espera começar a vender HDs baseados nesta tecnologia em 2013, disse Mark Re, CTO (Chief Technology Officer) da empresa. A tecnologia, que também está sendo explorada por outras fabricantes de HDs, vem sendo aprimorada desde meados da década passada. Isso não é considerado um tempo longo entre as tecnologias para armazenamento de dados, disse Re, citanto os mais de 10 anos necessários para o desenvolvimento da memória NAND flash usada nas atuais unidades de estado sólido (SSDs).

HDs convencionais devem atingir um limite na densidade de dados quando os fabricantes chegarem à marca de 1 Terabit (128 Gigabytes) por polegada quadrada por prato. Os discos atuais tem uma densidade de cerca de 750 Gigabits (93 Gigabytes) por polegada quadrada. Os discos rígidos armazenam dados alterando a polaridade magnética de “células” na superfície do disco, e quanto menores elas são, maiores as chances de se tornarem instáveis e mudar de polaridade espontâneamente, corrompendo os dados armazenados. A capacidade de uma célula de manter sua polaridade é conhecida como “coercividade”, e a HAMR é uma das técnicas que podem ser usadas para aumentá-la, diz John Rydning, analista do IDC.

Mas o limite se aplica à densidade com a qual os bits podem ser gravados no disco à temperatura ambiente. Com a HAMR a cabeça de gravação do HD aquece a área onde os dados estão sendo gravados, então a Seagate pode usar um tipo diferente de mídia com coercividade mais alta.

A Seagate espera que os primeiros discos baseados na tecnologia HAMR rompam a barreira do 1 Terabit por polegada quadrada, com sucessivas gerações cada vez mais densas até chegar a cerca de 5 Terabits por polegada quadrada, segundo Re. A empresa acredita que em 2020 será possível produzir um HD com capacidade de 20 Terabytes.

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Considerando todos os custos, a Seagate espera que um HD baseado na tecnologia HAMR tenha um custo similar aos HDs atuais, diz Re. O aumento no consumo de energia também não será significativamente maior, porque o mecanismo a laser para aquecimento do disco consome apenas décimos de miliwatts de energia adicional, segundo o executivo.

A demonstração de HAMR na CEATEC não será a primeira, mesmo para a Seagate, que alega que nenhum outro fabricante demonstrou a tecnologia em um HD. Mas a feira pode ser o maior palco até hoje para a HAMR.

Segundo Rydning, a Seagate quer reconfortar os que estão preocupados com a tecnologia, que teve um ciclo de desenvolvimento longo. “Eles estão tentando afastar os céticos”, disse ele. “A tecnologia é muito, muito difícil, e houve muito ceticismo sobre se ela algum dia chegaria a um produto comercial. O consenso na indústria de HDs é que HAMR não estará em um produto antes de 2017”, disse ele.

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