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Second Life Brasil passa por restruturação após venda da Kaizen

Desenvolvedora é vendida e contrato com Linden Labs, que criou o metaverso, expira. Empresa busca novo modelo de negócios.

Guilherme Felitti, do IDG Now!

22/06/2009 às 16h19

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A operação nacional do metaverso Second Life, incluindo a ilha Mainland Brasil, que recria pontos turísticos brasileiros, vem passando por restruturações desde o início do ano depois que a desenvolvedora Kaizen Games perdeu o direito de explorar comercialmente dois jogos online no país.

Em entrevista ao IDG Now!, o fundador e ex-Chief Executive Officer (CEO) da Kaizen, Maurílio Shintati, afirmou que vendeu a companhia, primeira licenciada oficial da Linden Labs, criadora do Second Life, para um grupo de investidores após as licenças para exploração dos games Prison Tale e Audition no Brasil serem entregues a outra empresa.

Foi determinante para a restruturação também após o término do contrato entre a Kaizen e o portal iG, responsável pela infraestrutura e pela divulgação do Second Life - no acordo firmado entre ambas, as ilhas rodariam nos data centers do portal da Brasil Telecom, enquanto o desenvolvimento do metaverso ficaria a cargo da Kaizen.

Simultaneamente à venda para investidores, expirou o contrato de licenciamento da Kaizen com a Linden Labs. Shintati afirma que a nova direção da Kaizen vem negociando com a desenvolvedora para renovar o contrato, com mudanças que tornem a exploração do metaverso uma atividade rentável.

Até o final de junho, diz ele, a empresa "espera ter alguma definição" sobre a manutenção ou não do contrato. O executivo afirma que, ainda que o licenciamento não seja prolongado, a Kaizen tem planos de continuar explorando produtos baseados em metaversos.

Com a restruturação, a ilha Mainland Brasil, espaço criado pela Kaizen para atrair mais usuários brasileiros com a recriação de edifícios históricos brasileiros, como Museu de Artes de São Paulo ou o hotel Copacabana Palace, terá acesso limitado até que haja a definição.

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O blog MundoLiden, especializado no metaverso, acusa a Kaizen de vender as ilhas que compõem a Mainland Brasil para terceiros, que as administram de forma independente. Shintati admite que a Kaizen não vende mais os serviços que oferecia, como contas Premium, venda de terrenos nas ilhas ou câmbio para os "linden dollars", moeda usada no Second Life.

Como se baseava na comercialização tanto do Prision Tale como do Audition no Brasil como modelo de negócios, a Kaizen terá de rever o modelo empregado no Second Life e tentar transformá-lo em uma operação de maior rentabilidade.

As licenças de ambos os games online foram para a startup Hazit, para quem Shintati presta consultoria atualmente, após a desenvolvedora de ambos, a coreana Yedang Online Corporation, decidir não assinar novo contrato de licenciamento com a Kaizen, em outubro de 2008.

Não será a primeira vez que a Kaizen buscará um novo modelo de negócios para o Second Life, que, após uma estreia cercada de euforia, viu seu número de usuários minguar, ficando abaixo dos 50 mil mensais em 2008, segundo dados do Ibope Nielsen Online.

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