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Segundo relatório, Brasil é oitavo país no mundo em acesso à internet

Com 12 milhões de acessos a partir de IPs únicos, país subiu uma posição em ranking global da Akamai.

Redação do IDG Now!

21/12/2010 às 14h58

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O Brasil ficou na oitava posição no mundo entre os países que mais usaram a internet em 2010, com mais de 12 milhões de acessos únicos. Os números são de um estudo da Akamai, empresa que fornece serviços para entrega de conteúdo via web.   

O estudo é resultado da coleta de dados, realizada periodicamente pela empresa, em sua rede global de 70 mil servidores.  Neste último levantamento, o Brasil ficou na oitava posição no uso ou acesso à Internet, registrando mais de 12 milhões de acessos em IPs únicos. No primeiro trimestre de 2010, o país ocupava a nona colocação, com mais de 11 milhões de acessos.

“Nos últimos anos, o Brasil e toda a região da América Latina têm registrado um expressivo crescimento no acesso da população à Internet, em consequência, principalmente, do aumento de infraestrutura de banda larga fixa e móvel.”, diz Claudio Marinho, CEO e fundador da Exceda, empresa que representa a Akamai no Brasil.

Segundo pesquisa da IDC, o Brasil atingiu mais de 15 milhões de conexões por meio de banda larga até dezembro de 2009, superando a previsão inicial da consultoria, de 10 milhões de usuários conectados à Internet até 2010.

O relatório da Akamai demonstrou que, durante os meses de abril, maio e junho, mais de 500 milhões de conexões de mais de 236 países e regiões passaram pelos servidores da Akamai. Este tráfego representou um aumento de 2,8% de acessos em comparação aos três primeiros meses de 2010 e 18% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O estudo também oferece o comportamento da conectividade móvel e as tendências observadas nesta modalidade. Veja abaixo alguns dos tópicos abordados:

Tráfego de ataques - Durante o segundo trimestre de 2010, a Akamai observou tráfego de ataque com origem em 200 países em todo o mundo. Após três trimestres no topo da lista, a Rússia passou para o terceiro lugar, gerando 10% do tráfego de ataque. Os Estados Unidos e a China foram para a primeira e segunda colocações, respectivamente, com aproximadamente 11%. Neste levantamento, o Brasil permanece em quinto lugar, com cerca de 6%. Além disso, a concentração de ataque entre os dez principais países listados continua a declinar. No segundo trimestre de 2010, a diminuição foi de 58% em comparação aos primeiros três meses do mesmo ano.

Velocidade média global de conexão – A Akamai, assim como nas três últimas edições do relatório, examinou as velocidades de conexão em algumas cidades do mundo. Mais uma vez, Masan, na Coreia do Sul, apresentou a maior média na velocidade de conexão, 20,5 Mbps. As demais 20 cidades listadas apresentam média superior a 10 Mbps. Do universo de cem cidades, as asiáticas dominam a média da velocidade de conexão, sendo que 62 estão localizadas no Japão e 12 estão divididas entre a Coreia do Sul e Hong Kong. América do Norte e Europa aparecem no ranking com dez e 15 cidades, respectivamente.

Além disso, o relatório da Akamai apresentou que a conexão limitada (ou narrowband) caiu em muitos países, mostrando a realidade da banda larga como um fator importante para a qualidade e velocidade no tráfego de dados na Internet. Neste segundo trimestre, menos de 5% das conexões atingiram velocidades inferiores a 256 Kbps.

Enquanto que globalmente mais de 130 países apresentaram níveis de adoção de conexão limitada menores, apenas Cuba apresentou crescimento nesta modalidade. Nesse país, de acordo com a entidade United Nations International Telecommunications Union, não há banda larga e aqueles que têm acesso à Internet ainda sofrem com longos períodos de carregamento dos e-mails, fotos e vídeos.

Internet móvel – O relatório registra que as velocidades médias de conexão medidas em provedores de redes móveis variaram de 6,1 Mbps (mais rápidos) a 115 Kbps (mais lentos), sendo que ambas foram observadas em provedores móveis na Eslováquia. Em relação ao pico na média da velocidade de  conexão e tráfego de dados, o país do leste Europeu apresentou o maior número, com mais de 20 Mbps.

Dos 109 provedores de redes móveis relacionados no relatório, 19 registraram velocidades médias de conexão acima de 2 Mbps, sendo que no primeiro trimestre apenas 14 alcançaram este número. Cerca de 29 provedores atingiram a velocidade média de 1 Mbps, no segundo trimestre, diante dos 21 registrados no primeiro trimestre do ano.

Quanto aos ataques gerados por meio de tecnologias móveis, a Itália aparece em primeiro lugar, com 25% dos tráfegos de ataques, e o Brasil, com 18%, totalizando mais de 40% dos dados. O restante está dividido entre Chile (7,5%), Reino Unido (6,2%), Malásia (5%), Polônia (4,8%), China (3,2%), Rússia (2,9%), Estados Unidos (2,7%), Irlanda (2,4%) e os demais países (22%).

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