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Seis áreas nas quais Microsoft e Google também disputam mercado

Além dos navegadores, Microsoft e Google rivalizam em diversas outras áreas, passando por buscas e mapas. Conheça as brigas.

Redação do IDG Now!

03/09/2008 às 19h32

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A rivalidade entre Google e Microsoft não vem apenas do lançamento do Chrome, navegador que, além de brigar contra a dominação do Internet Explorer, deverá colocar em rota de colisão o tradicional Office contra o ascendente Google Docs.

A começar pelo sistema de busca, a razão da existência e do sucesso do Google e motivo pelo qual a Microsoft quase comprou o Yahoo, as duas gigantes de tecnologia são rivais diretos em uma série de produtos.

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O IDG Now! aproveitou o lançamento do Chrome, alçado ao papel de principal rival do Internet Explorer em um setor onde a Microsoft nunca enfrentou concorrência do seu tamanho, para listar as principais competições que as companhias travam no setor. Confira.

Google x Windows Live Search - A razão primordial para os investimentos do Google em plataformas móveis ou da oferta que a Microsoft fez pelo Yahoo no começo do ano é a mesma: a verba proveniente das buscas.

Enquanto "to google" virou sinônimo de fazer buscas, graças principalmente à precisão da tecnologia PageRank, a Microsoft amarga uma incômoda terceira posição no setor mesmo com sua dominação entre navegadores e sistemas operacionais.
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Segundo dados da comScore relativos a julho, o Google foi responsável por nada menos 61,9% das buscas feitas nos Estados Unidos, contra apenas 8,9% do Windows Live Search, o que prova que nem mesmo a estratégia de pagar usuários do sistema funcionou como esperado.

Enquanto o Google aproveita o sucesso da sua tecnologia lucrando tanto com hardwares que gerenciam arquivos em grandes empresas como com a plataforma AdSense, a Microsoft apela para o buscador semântico PowerSet após o naufrágio das negociações com o Yahoo.

Google Docs x Microsoft Office
- Principal motivação do Google por trás do lançamento do Chrome, o Google Docs toma o caminho do desktop do usuário com o novo navegador, posando como uma ameaça real à dominação do Microsoft Office em PCs e Macs.

Ainda que nem Google nem Microsoft esclareçam quantos usuários seus produtos têm, a versão 2007 do pacote corporativo divide com o sistema operacional Windows Vista os louros por aumentar os lucros da gigante de software em 42% na comparação entre os anos financeiros de 2007 e 2008. Em sua versão online, o Office Live contabiliza um milhão de usuários, informa a Microsoft.

Com seu discurso que não entende sua entrada no setor como rivalidade direta à Microsoft, o Google foi mostrando suas cartas vagarosamente entre os aplicativos online - começou em junho com o lançamento do Spreadsheets, logo integrado ao Docs com o que foi o Writely, comprado pelo buscador três meses antes.

Em setembro de 2007, o Google Docs se aproximou ainda mais do Office com o lançamento da ferramenta para apresentações - na comparação, o buscador havia "colocado online" rivais para Word, Excel e PowerPoint.

Com a ferramenta de suporte a aplicativos offline do Chrome, os serviços do Docs se tornam disponíveis no desktop do usuário e se apresentam, pela primeira vez, como rivais genuínos do Office para usuários.
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Google Talk x Windows Live Messenger

Esta briga não tem espaço para interpretações: o Microsoft Live Messenger, nascido e popularizado como MSN Messenger, dá um banho de popularidade no Google Talk.

Apenas no Brasil, sua maior base em todo o mundo, são mais de 38 milhões de usuários - no resto do mundo, o programa atinge mais de 300 milhões de usuários. O Google não revela sua base de Google Talk.

Revelado em 2005, o Google Talk se apresentava, desde o início, sem qualquer pretensão de superar o Messenger, a começar pela simplicidade de funções.

Três anos depois, o software ainda conta apenas com texto, emoticons e voz nas conversas e grupos, enquanto o Windows Live Messenger tem sua constelação de emoticons personalizados, funções para gerenciamento de contatos, mensagens e canais de conteúdo customizáveis.

Orkut x Windows Live Spaces - Entre redes sociais, não é segredo nenhum que Microsoft e Google são coadjuvantes no mercado mundial.

De um lado, o buscador apóia um serviço que encontrou sucesso apenas em países em desenvolvimento, como Brasil, Índia e Paraguai. Localmente, a afeição do brasileiro ao Orkut, onde passa mais tempo que qualquer outro serviço por mês, teve conseqüências nem sempre boas para o Google Brasil.

A pior foram as duas intimações que o então presidente do buscador, Alexandre Hohagen, recebeu para depôr na CPI da Pedofilia após denúncias do Ministério Público Federal sobre práticas de pedofilia, crimes de ócio e tráfico de drogas na rede social.
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Resolvida a questão após quase dois anos, o que quase levou ao pedido de fechamento do buscador no país, o Google Brasil "ganhou de presente" o gerenciamento global da rede social, que se mudou da Califórnia para o centro de desenvolvimento da empresa em Belo Horizonte.

Do outro lado, a Microsoft tentou atrelar seu Spaces à penetração do Messenger, mas acabou entrando de verdade no setor apenas ao desembolsar 240 milhões de dólares por 1,6% do Facebook, que também opera anúncios da Microsoft em suas páginas.

Na briga de números, o Orkut leva vantagem folgada - são cerca de 40 milhões de perfis no Orkut contra 8,7 milhões de brasileiros cadastrados ao Spaces.

Google Maps x Live Search Maps - O Google pode ter sido o responsável por iniciar a febre dos mapas que alimenta tanto a tendência dos mashups como a explosão de serviços similares na exploração comercial do conceito de geotagging.

Mas, pelo menos no Brasil, a mais rápida no gatilho foi a Microsoft, que apresentou a versão local do seu Live Search Maps em setembro de 2007, mostrando pontos de interesse em cerca de 170 cidades brasileiros e reproduzindo o tráfego em tempo real para São Paulo e Rio de Janeiro.

No mês seguinte, o buscador finalmente apresentou seu Google Maps brasileiro, primeiro serviço criado no exterior e totalmente adaptado para o mercado brasileiro pelo centro de desenvolvimento mineiro do Google.

Além do Maps, porém, o Google dá um banho na Microsoft pelo pioneirismo de comprar a Keyhole, responsável pelo programa chamado hoje de Google Earth, e tornar o KML, criado pela Keyhole, um padrão de mercado para localizações geográficas digitais.

Gmail x Windows Live Mail
- Parecia apenas mais uma das tantas brincadeiras que o Google faz no 1º de abril - afinal, quem realmente introduziria um serviço de e-mails com 1 GB de espaço quando similares contavam com poucos megabytes?

Em 1º de abril de 2004, usuários selecionados pelo Google recebiam convites para testar o Gmail, serviço de e-mails do buscador que, além de espaçoso, prometia novidades que melhorariam o gerenciamento de mensagens, como filtros e tags.
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Um dos concorrentes atingidos pela interface limpa e com comandos simples foi o Windows Live Mail, serviço pioneiro de e-mails lançado em 1996 como Hotmail, um ano antes de a Microsoft comprar a companhia para explorar comercialmente o site.

As mudanças decorrentes do Gmail podem ser vistas hoje no Hotmail: além da expansão do espaço de armazenamento para 5 GB (contra 7 GB do Gmail), a nova interface do serviço, por mais que ainda emule o software Outlook, se tornou mais limpa e deu preferência à leitura de mensagens em detrimento de algumas publicidades.

Ainda assim, o serviço da Microsoft conta com 36 milhões de contas ativas no Brasil, possivelmente alavancada pelo sucesso do Messenger no mercado nacional. Em todo o mundo, são 350 milhões de usuários ativos do Windows Live Mail.

O Google afirma apenas que tem "muitos milhões de usuários (do Gmail) em todo o mundo".

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