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Seis coisas que você precisa saber sobre o Android 3.0

O HoneyComb é o primeira versão do Android com interface bem trabalhada e sem a impressão de um sistema ainda em desenvolvimento.

Melissa J. Perenson / IDG News Service

25/02/2011 às 17h28

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O Android sempre me trouxe frustração. Não que eu tenha algo pessoal contra a Google, mas ele sempre me pareceu uma plataforma 'beta' e não um sistema testado e adequado para o meu smartphone. Ainda sim, confesso que acompanhei a sua evolução desde sua estreia no evento T-Mobile G1, em 2008, e algumas vezes pude analisar as  versões mais recentes com interfaces mais intuitivas e amigáveis, principalmente, para competir - e derrubar - o sistema iOs, da Apple, utilizado no iPhone 4.

Entretanto, com o novo Android 3.0, também chamado de HoneyComb, pude pela primeira vez conter as minhas insatisfações e críticas.

Dia 24 de fevereiro, data oficial de lançamento do tablet Xoom, da Motorola, primeiro com HoneyComb, me vi realmente desfrutando - e não reclamando - dos tão prometidos benefícios deste sistema. O que não acontece quando executo, por exemplo, a versão 2.1 em um Samsung Galaxy S, que sempre me deixa impressionado com a dificuldade de navegação, principalmente, quando comparo ao iPhone 4.

De fato, quando se trata de interface, valorizo um estilo limpo, organizado, prático e de fácil navegação. Isso significa o mínimo de digitação e não ter que mover meus dedos de um lado para o outro da tela para realizar tarefas simples. E o Android 3.0 é que o mais se aproxima disso, sem dúvida. 

O HoneyComb é o primeira versão do Android com interface bem trabalhada e que não me transmite a sensação de que é uma versão em desenvolvimento que está esperando para ser lançada. Isto é bastante perceptível sobretudo nos pequenos detalhes - como ser capaz de tocar qualquer parte da tela para fechar uma janela de menu - que fazem o Android 3.0 infinitamente mais útil, que as versões anteriores.

Abaixo estão seis coisas importantes sobre a plataforma da Google que realmente me impressionaram durante minha experiência com o tablet Xoom.  Alguns desses itens estão relacionadas diretamente com críticas que tenho feito para a versão 2.2, também chamada de Froyo; enquanto os demais são novos complementos que trouxeram vida ao sistema operacional.

Melhor navegação por abas
Um dos principais destaques do novo sistema é a navegação por abas de forma mais parecida com a que estamos acostumados em nossos PCs e nos permite alternar entre diferentes janelas de maneira bastante fácil. Não há mais necessidade de ir a uma tela separada e selecionar uma imagem em miniatura. As abas ficam localizadas na parte superior e você pode alternar entre os sites com um piscar de olhos. (E, teoricamente, você não tem limite no número de abas abertas.) Além disso, não existe menus pop-ups para definir, pesquisar, adicionar bookmarks ou visualizar e gerenciador downloads - todas estas funções estão integradas diretamente no navegador.

Novos recurso de edição de texto
Nos aparelhos com as versão 2.x do Android, a edição de um texto incorreto é um pesadelo: o Android abre uma caixa grande que, em algumas casos, cobre completamente a linha digitada. Então dentro desta caixa você tem as opções "selecionar tudo" "selecionar o texto', 'cortar tudo", "copiar todos ', ou (o meu favorito em algumas versões) alterar o seu "método de entrada", para escolher mudar o teclado para Swype.

Agora, de forma mais prática, você seleciona o texto, mantém o dedo sobre um ponto e depois espera as barras de seleção de texto aparecerem. O próximo passo é arrastar os dedos do ponto inicial e até final do texto selecionado e, em seguida, escolher entre as opções de menu no topo da tela: selecionar tudo, recortar, copiar ou compartilhar via Bluetooth ou Gmail. Outra alternativa, é a possibilidade de segurar em um ponto e abrir todas opções de edição disponíveis.

Embora nenhum método seja perfeito, editar um texto está muito mais fácil do que nas versões anteriores.

Tela de Notificações
Aqui está outra interface aprimorada. Toque uma vez e aparecerá uma versão estendida das notificações. Claramente visíveis estão a rede e bateria (com porcentagem restante), para não mencionar a data e a hora. 

Toque novamente para facilmente acessar a opção de modo avião, configurações de WiFi, botão de orientação para travar a tela, habilitar notificações e controles de brilho. O sistema também possui um atalho direto para o painel de configurações. Em geral, o design fornece acesso fácil e rápido, com boa apresentação visual. Está é uma grande vitória para os usuários

Teclado Virtual
A interface do teclado e sua resposta aos comandos estão muito melhores – pelo menos, no modo como foi implementado no Motorola Xoom. Claro, eu gostaria que seu tamanho pudesse ser ajustado e que tivesse uma fileira só para os números – tal qual no WebOS do TouchPad – mas devo admitir que as teclas estão bem mais organizadas se comparadas ao Froyo. A do espaço e a do enter estão maiores, há um botão “.com” - muito útil na hora de digitar endereços de sites – e outro para ativar o comando de voz.

Widgets
As opções de widgets disponíveis são, espero, só o começo. Eles abrem novas possibilidades para acessar informações rapidamente. Alguns, é verdade, são inconvenientes - eu não poderia ligar menos para o mais popular dentre eles, o do YouTube - mas, em geral têm interface amigável. Seria ótimo, por exemplo, se lançassem um widget parecido com o Books, mas que funcionasse também com jornais e revistas. Outros já estão inclusos: para favoritos, calendário, Gmail, música, Android Market. Enfim, basta escolher qual você quer que apareça na tela inicial.

A questão sobre os widgets é ter acesso a dados em tempo real, sem ter quer abrir qualquer aplicativo para isso. É como se a informação viesse ao seu encontro em vez de ter de procurá-la. Torço para que eles fiquem ainda mais customizáveis à medida que o Honneycomb for se popularizando. Afinal, o sistema tem seis telas iniciais e nós precisamos de muitos recursos para preenchê-las.

Navegação
Os botões são sensíveis ao contexto e ao posicionamento. As opções exibidas serão de acordo com o aplicativo que estiver aberto e, se você girar o tablets, os ícones também se adaptarão, ficando mais largos ou mais altos.

Ainda assim, algumas escolhas me incomodaram. Não gostei da aparência do botão de voltar – ele parece mais um favorito – e não entendi por que o ícone para multitarefa apenas exibe os últimos seis aplicativos usados. Outra questão é quanto à possível confusão dos usuários, que poderão ter dificuldade para se adaptar às opções exibidas em cada programa – talvez acabem apertando muitos mais botões do que precisariam.

De qualquer forma, esses detalhes deverão ser resolvidos mais para frente. De modo geral, a navegação foi significativamente melhorada.

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