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Será que a Apple vai entrar no mercado de impressoras 3D?

Grandes players de TI olham com atenção para o mercado. O analista Terry Wohlers prevê que não demorará até a Apple entrar na disputa

IDG News Service / EUA

22/05/2015 às 14h49

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O analista Terry Wohlers surpreendeu o público da RAPID 3D Printing Conference and Expo. Ao falar sobre o crescimento gigantesco do mercado de impressoras 3D, ele causou polêmica ao citar um nome curioso: a Apple. “Não estou sugerindo que eles têm um produto, mas será que ela entrará no negócio? Talvez”, cogita.

Na sua visão, a entrada da Autodesk e o interesse de outros grandes players, que direcionam suas estratégias para o conceito, seriam indicadores importantes para embasar tal visão. “As maiores empresas de tecnologia entraram, então devemos considerar a possibilidade da Apple juntar-se a elas. Acho que iPrint seria um bom nome. Você ouviu aqui primeiro”, brinca.

O palpite de Wohlers está longe de ser absurdo. Ano passado, outra gigante de tecnologia, a HP, anunciou o lançamento de sua impressora 3D. A companhia indicou que o aparelho Multi Jet Fusion integraria a produção das empresas ao invés de atuar apenas na criação de protótipos.

Em geral, o mercado de impressão 3D está crescendo. De acordo com o analista, a indústria de produção de aditivos quadriplicou seu lucro nos últimos cinco anos, alcançando US$ 4,1 bilhões em 2014. Desse total, US$ 2 bilhões vieram da venda de máquinas e materiais e restante de softwares e serviços.

No último ano, aproximadamente 140 mil impressoras 3D “domésticas” (com custo abaixo de US$ 5 mil) foram vendidas, superando o número de impressoras industriais, que viu 12,5 mil unidades vendidas no mesmo período.

Naturalmente, se tratando de receitas, o cenário se inverte. Os equipamentos industriais chegam a custar centenas de milhares de dólares cada, o que motivou um faturamento da ordem US$ 1,1 bilhão ano passado; os modelos mais simples geraram “somente” US$ 173,3 milhões em receitas.

Indústrias importantes como a aeroespacial e a médica estão aumentando seu uso de impressoras 3D para reduzir os custos de produções e serem capazes de imprimir partes leves passíveis de serem reconfiguradas durante o processo produtivo.

A Airbus, por exemplo, imprimiu entre 45 e 60 mil componentes para suas aeronaves e aumentou seu contingente de trabalho utilizando a tecnologia de 20, em 2013, para 35 funcionários em tempo integral no ano passado.

“Se trata de tecnologia comprovada e que não registra problemas”, defende Wohlers, acrescentando: “A Airbus está tão envolvida quanto a GE e a Boeing. Nós estimamos mais de 100 mil componentes aditivos voando em aeronaves da Boeing atualmente”.

 

As máquinas híbridas também estão se popularizando. Elas combinam ferramentas de usinagem, ou técnicas subtrativas de produção, com componentes aditivos de produção. Essas máquinas vão primeiro imprimir em 3D uma camada de material, de plástico ou metal, e uma ferramenta de moagem irá refiná-la ainda mais enquanto o trabalho de impressão continua.

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