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Será que a Microsoft irá manter ou matar o Nokia X?

Porta-voz da empresa diz que embora a Microsoft “ame” os serviços inclusos no smartphone Android da Nokia, o futuro é o Windows Phone

Mark Hachman, PCWorld EUA

25/02/2014 às 13h55

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Agora que o Nokia X foi anunciado, a questão na mente de todos é se a Microsoft irá “matar” este híbrido de Windows Phone e Android assim que a aquisição da Nokia estiver completa. Mas por enquanto, parece que a execução do aparelho está suspensa.

Frank X. Shaw, Vice-Presidente de comunicações corporativas na Microsoft, chegou a tocar no assunto em um post no blog da Microsoft nesta segunda-feira, dizendo que embora a Microsoft “ame” os serviços instalados pela Nokia no aparelho, “sua estratégia primária em smartphones continua sendo o Windows Phone”.

A Nokia na verdade anunciou três smartphones durante seu evento para a imprensa no Mobile World Congress em Barcelona: o Nokia X, o Nokia X+ e o Nokia XL. Nenhum deles roda o Windows Phone: em vez disso usam uma interface similar à do sistema da Microsoft rodando sobre uma versão modificada do código-fonte Open Source do Android, o AOSP (Android Open Source Project). Os aparelhos serão lançados em “mercados em crescimento”, inclusive o Brasil, ao longo deste ano.

A chave, entretanto, é que o aparelho (que era conhecido pelo codinome “Normandy”, Normandia em português, talvez uma referência ao desembarque aliado na Europa durante a Segunda Guerra Mundial) usa uma mistura de serviços em nuvem da Microsoft, oferecendo uma “porta de entrada” para o ecossistema da empresa. O maior indicador do apoio da Microsoft ao projeto é o fato de que aparelhos vendidos em mercados como o Brasil, Indonésia, Itália, Cazaquistão, Quênia, Malásia, México, Romênia, Rússia, África do Sul, Tailândia, Turquia e Ucrânia vem com uma assinatura de um ano do serviço Skype Unlimited, que permite chamadas grátis para outros celulares e telefones fixos.

“Estamos felizes em ver serviços da Microsoft como o Skype, o OneDrive e Outlook.com sendo usadas nestes aparelhos, disse Shaw. “Isto nos dá a oportunidade de trazer milhões de pessoas, especialmente em mercados em crescimento, para a família Microsoft”.

Mas Shaw também aponta que, a longo prazo, a Microsoft continua apostando no Windows Phone. “Por fim, nossa estratégia principal para smartphones continua sendo o Windows Phone, e nossa principal plataforma para os desenvolvedores é a plataforma Windows”.

Por enquanto a Nokia e a Microsoft ainda são empresas separadas, já que ambas devem operar sob um cenário de “pior caso” onde a aquisição é cancelada no último minuto e elas são forçadas a continuar separadas. Mas isso não significa que as duas empresas não estão em contato próximo. Stephen Elop, o CEO da Nokia, irá liderar uma ampliada divisão de “aparelhos e serviços” na Microsoft quando o negócio for concretizado.

“Há muita gente em Redmond muito animada em poder alcançar, literalmente, dezenas de milhares de pessoas que não tem nenhuma outra forma de ter uma experiência com os produtos e serviços da Microsoft”, disse Elop ao site Recode.net. “O consumidor médio que comprar um Nokia X não tem um PC, não tem um tablet, e perdeu toda uma geração de experiências”.

Ou seja: um “Windows Phone” baseado em Android pode não ser a estratégia primária da Microsoft, mas é algo que a empresa está disposta a tolerar por enquanto. Por quando tempo? Isso é difícil dizer. Os smartphones da família Nokia X são voltados a mercados emergentes, longe dos olhos críticos de Wall Street e dos jornalistas de tecnologia norte-americanos. Essa “liberdade” irá lhes dar espaço para crescer.

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