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Será que já não é hora de o mercado abandonar o Flash?

A plataforma Adobe é dominante, mas o mundo caminha para uma internet que use padrões que não pertençam a uma única empresa.

Tony Bradley, da PC World/EUA

04/02/2010 às 11h27

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Atualizada em 8/2, às 15h37

html5_flash_150A plataforma Flash, da Adobe, ajudou evitar a existência de uma lacuna na experiência multimídia de usuários na web. Com exceção do iPhone e do já anunciado iPad, ambos da Apple, a tecnologia é suportada, virtualmente, por qualquer sistema operacional – seja em computação tradicional ou em dispositivos móveis – e roda em todos os browsers atuais.

O Flash tornou-se praticamente um padrão por si mesmo. Teste surfar na internet sem instalar o componente Flash no navegador e você irá rapidamente perceber como a tecnologia se tornou difundida na rede mundial. E, ainda que tenha praticamente se tornado um padrão na web, o Flash ainda permanece como uma tecnologia proprietária e que pertence a um único fornecedor.

A vantagem que o HTML5 tem sobre o Flash e sobre qualquer outra plataforma proprietária de desenvolvimento web como o Silverlight da Microsoft, é que ele é um protocolo padrão, ou ao menos deve se tornar o padrão quando estiver finalizado, e não uma solução que pertença a qualquer empresa.

Empresas de pequeno e médio portes (PMEs) pagam grandes somas de dinheiro – ainda mais quando se olha sob o ponto de vista dos orçamentos enxutos dessas organizações – para desenvolvedores criarem e manterem suas páginas na web. Muitos destes sites na web dependem profundamente do Flash, seja para a exibição de animações ou qualquer outro conteúdo interativo.

Abandonar o Flash vai requerer, por isso, o redesenho da web, o que pode ser ao mesmo tempo algo formidável, aterrorizante e custoso. Contudo, se o mundo começa a ver o declínio do império do Flash, as PMEs empresas podem estar fazendo um favor a elas mesmas ao escolher usar o padrão HTML5 em seus projetos para web, mesmo que isso possa significar, no pior cenário, a necessidade de uma completa reformulação de suas páginas na internet.

É claro que o Flash ainda não morreu. Na realidade, pode levar muito tempo até que o HTML5 ganhe fôlego suficiente para de fato ameaçar a dominância dessa plataforma.

O Chief Executive Officer (CEO) da Adobe, Shantanu Naranyen afirmou recentemente, ao anunciar os resultados financeiros da empresa, que o maior desafio do HTML5 continua a ser encontrar uma forma consistente de exibição de conteúdo HTML5 por todos os browsers. “E quando se pensa em projetos que já existem, imaginamos ser necessária uma década até que o HTML5 de fato se torne o padrão para todos os navegadores que há por aí”.

O HTML5 está sendo desenvolvido desde 2004, e só agora começou a ser considerado de fato por parte dos browsers atuais e usado em páginas na web. E as versões atuais dos três principais navegadores – Internet Explorer, Firefox e Chrome – já contêm elementos de compatibilidade com ele.

Mas a chegada do HTML5 não significa que o Flash deve morrer. Ainda existe uma oportunidade para a Adobe adaptar e evoluir sua plataforma e, assim, continuar a desempenhar um papel importante em um “mundo HTML5”.

O novo padrão web pode entregar muito das funcionalidades e recursos que os desenvolvedores hoje só encontram no Flash, mas o HTML5 não será perfeito e também não será capaz de fazer tudo. E é possível, ainda, que a Abobe possa reinventar o Flash e que ele, de novo, se torne um elemento chave no mundo da internet.

Não se pode esquecer que o Flash é uma plataforma de propriedade de um único fornecedor e que requer a instalação de componentes extra de software para poder ser exibido.E a disputa entre a Apple e a Adobe pode sugerir que o flash não esteja disponível, como se pensa, em todas as plataformas. Assim, avalie os riscos e custos envolvidos em começar um projeto web utilizando os atuais padrões ou se já não é hora de abraçar o futuro padrão e garantir estar um passo a frente nesse jogo chamado internet.

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