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Será um iBerry ou um BlackPad?

Segundo rumores, RIM prepara um novo smartphone desenvolvido para integração com tablet.

PC World/EUA

16/06/2010 às 10h09

Foto:

A  RIM, criadora do BlackBerry, está, supostamente, envolvida no
desenvolvimento de um aparelho semelhante ao iPhone e de um tablet
disposto a comprar a briga com o iPad,  ambos da Apple. A família BlackBerry tem
passado por uma fase de estagnação e vê a participação no mercado diminuindo em
cadência preocupante; possivelmente a entrada no segmento de tablets aumente a
octanagem do combustível no tanque da empresa canadense e lhe devolva o lugar ao sol.

Liderança em queda 

O BlackBerry OS é
líder no segmento de sistemas para smartphones. O design retrô e a falta de
inovação dos software,s porém, possibilitaram aos concorrentes iPhone e Android
avançarem constantemente na disputa por participação no mercado. O último
levantamento, realizado pela comScore, mostra os produtos da RIM com 42% do
mercado, seguida pelos 25% da Apple.

Apesar de
registrar 17 pontos percentuais na frente do segundo lugar, a RIM já teve mais
de 30% de vantagem em relação ao segundo colocado. A invasão dos smartphones
munidos com o sistema Android é um dos principais responsáveis pela falta de
sono das equipes RIM e da Apple.

Business

Até o momento, a
linha BlackBerry tem sido referência na aplicação das tecnologias mobile no
segmento corporativo. De acordo com informações fornecidas pela operadora de
telecomunicações, AT&T, o iPhone ganha terreno nesse segmento. O relatório
da empresa diz que quatro em cada dez iPhones são comprados para aplicação no
mundo dos negócios, ao passo que a Microsoft dá sinais de atacar com voracidade
o universo de aplicativos mobile com o lançamento do Windows Phone 7.

Tentativas 

O surgimento do
BalckBerry Storm, iniciativa RIM de emular a tecnologia touchscreen dos
iPhones, jamais chegou a representar uma ameaça para a Apple. O Storm podia ser
equiparado a uma medalha de “honra ao mérito” para os executivos reféns do
BlackBerry com aspirações de usar um iPhone.

Os relatos
apontam para uma semelhança entre o modelo em desenvolvimento pela BlackBerry e
o iPhone, o que não significa uma revolução esteja em andamento no que se
refere à tecnologia e aos recursos. Aparelhos atuais que  ofereçam suporte a
multitouch, zoom e a possibilidade de arrastar elementos no display são mais-do-que esperados
em gadgets com a pretensão de entrar para o segmento smart. Os 4 GB de
memória interna ou a câmera de 5 megapixels também promovem o aparelho para o começo da fila em termos de performance.

O tablet movido a
Blackberry OS parace ser mais inovador, pelo menos em termos de conectividade.
No lugar de inaugurar uma nova era no segmento de portáteis, o tablet deverá
ser uma extensão, um complemento, para o smartphone BB. Com base nessas
informações é possível especular que o tablet não disponha de uma interface
wireless, e use os aplicativos para web com base em tethering
(roteamento) do smartphone.

Segurança corporativa

Possivelmente
essa estratégia resulte em determinadas vantagens para a dupla iBerryPad (nome
fictício) e o smarthone BlackBerry. Primeiro, se o objetivo do cliente for
conectividade dos dispositivos à internet, a compra de um irá implicar na
aquisição do outro; para os administradores de sistemas corporativos, essa
característica pode ser um fator que incremente a segurança por restringir o
acesso dos tablets à rede via servidores compatíveis com o tethering da RIM,
especula-se.

Logo...

Resta aguardar
qual será o impacto dos novos filhos da RIM nos mercados Apple e Android. Se a
RIM conseguir proporcionar uma experiência de usuário que se equipare aos dois
players, poderá conter a hemorragia de participação no mercado e figurar no
relevante segmento de computação mobile.

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