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Serviços combinados de telecomunicação ajudam na retenção de clientes

Só a entrega de pacotes que incluem serviços de voz, TV por assinatura e internet em banda larga ajudariam na ampliação da base.

Evelin Ribeiro, do IDG Now!

13/08/2009 às 15h46

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O reforço no chamado "triple play' - empacotamento de serviços de telefonia fixa, TV por assinatura e internet em banda larga  - é a grande tendência para o mercado de  telecomunicações brasileiro. Pelo menos na avaliação das próprias operadoras.

Segundo o diretor técnico da Cianet Networking, João Marcelo Corrêa, os 'combos', como essas ofertas de serviço combinados também são conhecidas, é a resposta para a retenção de clientes. “Com a oferta de múltiplos serviços em uma mesma rede, é possível chegar a pacotes mais econômicos e melhor relação custo e benefício para o assinante”, disse o executivo durante painel realizado nesta quinta-feira (13/8) na ABTA09, evento promovido pela Associação Brasileira de TV por Assinatura, em São Paulo.

Para exemplificar sua tese, Corrêa diz que a banda larga da NET cresceu 56% no último ano, ultrapassando inclusive o crescimento do serviço de TV a cabo (24%), e que também impulsionou as vendas do serviço de telefonia, o NetFone, que teve um aumento de 190%. Para ele, se os serviços fossem oferecidos apenas de forma separada, os resultados não teriam sido tão positivos.

Convergência
O diretor de desenvolvimento de novos negócios da Motorola, José Geraldo Almeida, acredita que o serviço de voz não será mais atrativo para serviços de telecomunicação daqui para frente. “Voz proporciona retorno financeiro, sim, mas esse é um mercado já maduro, que não vai crescer mais. Sua tendência é o declínio”, disse.

Neste sentido, os serviços com mais potencial para atrair novos clientes são a TV paga, a banda larga doméstica e a banda larga móvel. “Esses são os novos serviços de valor agregado, os motivadores de compra. [Serviço de] Voz é um pré-requisito básico, da mesma forma em que nem perguntamos se uma casa tem serviço de água ou de luz”, afirma o diretor da Motorola.

E tecnologia, segundo Almeida, não representa barreiras para a popularização do triple play. E sugere que as operadoras ousem um pouco mais  e, assim, consigam vender pacotes para as classes de renda inferior. "Elas devem também quebrar paradigmas no empacotamento de produtos. E tecnologia para isso já está disponível”. 

Para o executivo, é preciso conhecer o mercado brasileiro para, assim, poder encontrar alternativas que permitam democratizar o setor e expandir os 'combos' de comunicação. “É preciso analisar os mercados não atendidos; mesmo em grandes cidades há lugares onde nem a TV por assinatura, nem a banda larga chegam”, concluiu.

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