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Sistema Android completa um ano envolto em dúvidas e expectativas

Com início tímido e problemas com desenvolvedores, sistema operacional móvel do Google pode deslanchar com a chegada ao mercado de novos equipamentos.

IDG News Service/EUA

28/09/2009 às 15h53

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Depois de um ano no mercado, analistas  relutam em classificar o Android como um sucesso, mas eles dizem que a plataforma pode sofrer uma reviravolta, já que muitos aparelhos com o sistema operacional móvel do Google estão para chegar ao mercado. 

Google e a operadora T-Mobile revelaram o primeiro Android phone, o G1, em um evento no dia 23 de setembro do ano passado. Um milhão de unidades foram vendidas nos primeiros seis meses. Em agosto deste ano, a T-Mobile lançou o MyTouch, seu segundo celular com Android e, atualmente, já há mais de 10 mil aplicativos na Android Market, a loja virtual do Google.

No Brasil, HTC e Samsung anunciaram neste mês a chegada de seus Android phones. O fato é que o Android ainda não atingiu todas as expectativas do Google, e alguns analistas disseram que o sistema ainda não representa uma ameaça real aos concorrentes.

Inovação

Em seu primeiro ano, o iPhone vendeu seis milhões de unidades, e a taxa de crescimento nas vendas apenas aumentou, tendo atingido recentemente a base de 26 milhões. Hoje a App Store abriga 50 mil aplicativos.

Quando anunciou o projeto do Android, no final de 2001, o Google o aclamava como uma forma de impulsionar a inovação nos celulares, permitindo que desenvolvedores colaborassem com novos produtos e serviços.

A companhia reclamava das dificuldades em oferecer produtos para o mercado móvel. O que mais prejudicava, segundo o Google, era o fato de que os desenvolvedores tinham de escrever uma versão de seus aplicativos para cada sistema operacional existente. A solução encontrada pelo Google foi oferecer uma plataforma de código aberto.

No entanto, muitos criticaram a companhia por querer resolver o problema da fragmentação de plataformas de celular incluindo mais um sistema. Mas o Google já afirmou que pretende ver milhares de modelos diferentes de celulares rodando o Android.

Enquanto isso não acontece, nota-se um começo lento. Michael Gartenbert, analista da companhia Interpret, chamou o G1 de incompleto por não suportar alguns recursos básicos, como sincronização com o Microsoft Exchange.

“Eles provaram o Android como conceito. Mas deve-se analisar qual o comprometimento do Google com a plataforma no longo prazo?”, questiona Gartenbert. O analista faz a afirmação baseado no fato de que a empresa de internet não fez nenhum grande anúncio recentemente. “Seria de grande valor saber quais novos recursos o Android irá entregar no futuro”, disse ele.

Aplicativos

Em sua defesa, o Google assegura comprometimento com o projeto. “O Android superou minhas expectativas”, disse o gerente de produto para Android, Erick Tseng. Ele declarou ainda que espera para o próximo ano o lançamento de aparelhos e alguns “aplicativos verdadeiramente magníficos.”

Para ser um real competidor do iPhone, o Android precisa oferecer inovações a frente do que já é oferecido pela Apple. No entanto, muitos desenvolvedores têm reclamado abertamente de alguns aspectos da Android Market, algo que desencoraja as vendas de aplicativos.

Além disso, a abertura da plataforma pode se tornar uma fraqueza, em vez de ponto forte do Android. “A questão é: se oferecer muita liberdade, como conseguirá evitar a fragmentação do mercado?”, pondera Gartenberb. Por exemplo, se diferentes fabricantes alterarem o Android para seus próprios aparelhos, os mesmos aplicativos podem não rodar em diferentes modelos. “No final, a questão para o Google resolver será não só entregar uma plataforma aberta, mas como oferecer inovação por meio dela”, afirmou o executivo.

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