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Sistema de inteligência artificial tem o Q.I. de uma criança de 4 anos

Desenvolvido pelo MIT, ConceptNet 4 se sai bem em vocabulário e ao identificar similaridades, mas falha na compreensão de fatos.

Sharon Gaudin, ComputerWorld EUA

16/07/2013 às 13h23

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Cientistas sempre falam na criação de inteligência artificial (IA), mas o quão “inteligentes” são estes sistemas na realidade? Pesquisadores da Universidade de Chicago em Illinois encontraram uma resposta depois de aplicar um teste de QI a um dos mais sofisticados sistemas de IA em operação.

O resultado? O ConceptNet 4, um sistema construído pelo MIT (Instituto de Tecnologia de Massachussets, nos EUA) é tão “esperto” quando uma criança de quatro anos. “Ainda estamos muito longe de programas com senso comum e IAs que possam responder questões que exijam compreensão com a mesma destreza de uma criança de oito anos”, disse Robert Sloan, diretor do departamento de ciência da computação na Universidade.

Seu objetivo são pesquisas que ajudem a focar a atenção nos “pontos difíceis”, ou principais desafios, dos estudos em IA.

A Universidade relatou nesta segunda-feira que seus pesquisadores submeteram o sistema às porções verbais do Weschsler Preschool and Primary Scale of Intelligence Test, um teste de QI padrão para crianças pequenas nos EUA. E embora o sistema tenha o QI médio de uma criança pequena, ao contrário dos humanos seus resultados foram irregulares ao longo de diferentes partes do teste.

Por exemplo, Sloan notou que o ConceptNet 4 se saiu muito bem em um teste de vocabulário, bem como ao reconhecer semelhanças. Mas foi “dramaticamente pior” que a média no teste de compreensão, que consiste em questões com “porquê”.

De acordo com Sloan, um dos problemas mais difíceis na pesquisa de inteligência artificial é construir um programa de computador que consiga tomar boas decisões com base em qualquer situação que possa surgir. Basicamente é difícil programar “senso comum” porque os cientistas ainda não descobriram como dar aos sistemas conhecimento sobre coisas que os humanos acham óbvias, como o fato de que gelo é frio.

“Todos nós conhecemos uma imensa quantidade de coisas”, disse Sloan. “Quando bebês, engatinhávamos pelas coisas e puxávamos objetos, aprendendo que eles caem. Puxamos outras coisas, e aprendemos que cães e gatos não gostam de ter seus rabos puxados. Computadores não tem essa experiência”. 

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