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Sistema operacional Tizen, para smartphones, ainda tem alguns problemas

Primeiros aparelhos equipados com o software, desenvolvido por um consórcio que inclui a Samsung e a Intel, devem ser lançados ainda neste ano.

Mikael Ricknäs, IDG News Service

27/02/2013 às 11h26

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As operadoras de telefonia estão apaixonadas pelo sistema operacional Tizen, mas parece que ainda há muito trabalho pela frente antes que os primeiros smartphones equipados com ele cheguem às lojas, algo que deve acontecer ainda neste ano.

A Tizen Association demonstrou o sistema nesta terça-feira em Barcelona, Espanha. A demonstração foi feita em um aparelho não especificado desenvolvido pela Samsung, que rodava a recém-lançada versão 2.0. Mas ainda havia problemas visíveis, como um navegador que “engasgava” ao rolar uma página.

Mas os apoiadores do sistema, que incluem operadoras como a Orange e NTT DoCoMo e fabricantes como Samsung, Huawei e Intel, não parecem estar muito preocupados. “Não estamos com pressa, nossos consumidores não estão com pressa”, disse Yves Maitre, vice-presidente sênior da divisão de multimídia móvel e aparelhos na Orange. Tanto a Orange quanto a NTT DoCoMo pretendem lançar os primeiros smartphones baseados no Tizen durante a segunda metade deste ano.

O projeto Tizen nasceu em Setembro de 2011 quando a Linux Foundation e a Limo Foundation decidiram reiniciar seus esforços para competir com o iOS e Android fundindo os projetos MeeGo e Limo. Dos novos sistemas que pretendem desafiar a posição dominante da Apple e Google, o Tizen tem a mais impressionantes lista de apoiadores que querem aumentar a competitividade no mercado de smartphones e, no caso dos fabricantes de aparelhos, reduzir sua dependência do Android. Já as operadoras gostariam de depender menos da Apple e seu iOS para alavancar a venda de aparelhos.

O mais importante membro da Tizen Association é a Samsung, por seus recursos financeiros e posição dominante no mercado de smartphones, graças ao sucesso de aparelhos baseados em Android como o Galaxy S III e Galaxy Note II. Mas a grande questão para a empresa é até onde ela está disposta a arriscar este sucesso e lucros para se tornar menos dependente da Google. Outras empresas como a Fujitsu, KT, NEX, Panasonic, SK Telecom, Sprint e Vodafone também apóiam o Tizen.

A chave para o sucesso será quanto dinheiro a Samsung e outras empresas decidirem investir no marketing do Tizen, de acordo com Francisco Jeronimo, diretor de pesquisa do IDC. Elas também terão de convencer os usuários dos benefícios de um sistema aberto, o que não será fácil.

“Os consumidores realmente se importam com a experiência e o preço”, disse Jerônimo.

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