Skatista Tony Hawks fala sobre seus jogos eletrônicos

A tecnologia que promoveu a realidade

Foto: Shutterstock
https://pcworld.com.br/skatista-tony-hawks-fala-sobre-seus-jogos-eletronicos/
Clique para copiar

Nem só de skate vive Tony Hawk, um dos maiores skatistas de todos os tempos. Na verdade, se você considerar que jogos eletrônicos de skate também fazem parte da cultura dos skatistas, então sim, Tony Hawk só vive de skate.

Foi nos anos 80 que Hawk, ainda adolescente, começou a se destacar por suas habilidades sobre duas rodinhas. “Quando eu comecei a andar de skate, ele [o esporte] já estava se tornando popular, então eu nunca pensei nisso como algo em que eu desejaria me profissionalizar ou algo para construir carreira”, contou Hawk ao portal The Verge. Na época, era impossível ganhar dinheiro o suficiente para viver apenas andando de skate e as coisas só pioraram no início dos anos 90.

A má fase se foi e, em meados dos anos 90, a combinação de grandes eventos, como o X Games da ESPN, e a cultura que se criou em torno do estilo de vida dos skatistas, foi o suficiente para elevar o esporte a outro nível.

Além do cenário promissor, Hawk, que já tinha construído parte de seu legado, decidiu lançar, em 1999, um game sobre skate para os consoles PlayStation que, na época, estavam prestes a ganhar sua segunda edição, a qual só chegaria em março de 2000.

Processo de criação do Pro Skater

Entretanto, lançar um jogo engloba muito mais do que apenas a vontade de lançar um jogo. Para que o Pro Skater passasse a existir, Hawk, que entendia muito de skate e pouco de tecnologia, teve que participar de todo o desenvolvimento da peça.

"Eu jogava as versões de testes assim que as recebia". O processo consistia em incansáveis feedbacks para que a equipe de desenvolvedores aprimorasse ainda mais o produto. Foi necessário, inclusive, que o skatista desse aulas intensivas sobre a cultura do skate para o pessoal da Activision e da Neversoft, empresas responsáveis pela produção dos games.

Sim, games no plural, já que Hawk lançou cinco edições principais do Pro Skater, sem contar com as versões especiais. No total, a franquia faturou cerca de US$ 1,4 bilhão – mais de R$5 bilhões – e, de quebra, popularizou ainda mais o esporte e sua cultura.

"Ele [o jogo] colocou o skate no mapa como um gênero de videogame, por exemplo. Ele trouxe um novo público ao skate e não apenas pessoas interessadas em experimentá-lo, mas também pessoas que aprenderam a apreciá-lo como fãs", disse Hawk.

O skatista ainda comemora a fidelidade do jogo à cultura do esporte e de seus praticantes. "Representava o estilo de vida, em termos de música, da atitude e do próprio skate", explicou Hawk. "Estou realmente orgulhoso desse legado e do fato de que muitas pessoas dizem que isso as despertou para o skate ou para um tipo de música que eles não conheciam ou não sabiam que gostariam".

Fonte: The Verge

tags

Este anúncio desaparecerá em:

Ir para o site