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Smartphones corporativos podem ameçar segurança das informações

O crescente uso de celulares inteligentes no ambiente corporativo demandam soluções de segurança à altura dos perigos existentes.

Rodrigo Afonso, repórter do COMPUTERWORLD

18/05/2009 às 23h16

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Embora restrito aos gerentes, diretores e executivos, os smartphones já são realidade em boa parte das companhias brasileiras. Como consequência, os aparelhos que recebem e-mails, editam arquivos e abrigam aplicativos corporativos, como o CRM, entraram na mira dos departamentos de segurança, ainda que em uma fase mais primária se comparado a países como Estados Unidos e Japão.

O fato é que os smartphones, quando utilizados intensivamente, começam a abrigar um grande número de informações críticas nos e-mails, nos arquivos armazenados pelos funcionários e, por isso, necessitam receber tratamento semelhante ao desktop ou notebook.

A maior vulnerabilidade desses equipamentos, segundo José Antunes, gerente de engenharia de sistemas da McAfee, é a facilidade com que se perde um celular e as grandes possibilidades de furto ou roubo. “Para evitar acessos a informações críticas, a empresa deve implementar obrigatoriedade de senhas e criptografia de dados”. Quando é protegido por senha, o aparelho normalmente tem seus dados “zerados” após um determinado número de tentativas erradas.

Para Antunes, conscientizar as pessoas para um uso seguro é importante, mas a empresa não deve apostar todas as fichas nesse tipo de ação. “Os smartphones atuais podem ser usados como discos rígidos, mas se a empresa entender que esse tipo de uso é perigoso e expõe informações, pode bloquear a função de saída de dados via USB, por exemplo”, afirma.

André Cararetto, engenheiro de sistemas da Symantec, diz que a demanda por soluções para smartphones está crescendo exponencialmente. Além de preocupações com o conteúdo, os responsáveis pelos departamentos de TI precisam evitar que ocorra infecções por pragas virtuais, além do vazamento de informação.

Para Cararetto, as empresas devem tomar cuidado com algumas das facilidades dos smartphones, como Bluetooth e câmera, que podem ser comandadas remotamente se forem instalados códigos maliciosos inadvertidamente. “Já houve casos, nos Estados Unidos, nos quais conversas foram gravadas por meio de spywares para celular”, relata o engenheiro da Symantec. 

No Brasil, os vírus para celulares ainda não se espalharam, mas à medida que o uso de smartphones se intensifica, pragas virtuais que têm por foco estes dispositivos devem avançar também. "Além disso, muitos funcionários viajam ao exterior e podem receber o vírus em qualquer lugar. O melhor é antecipar a proteção, antes que os perigos cheguem de fato”, completa Cararetto.

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