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Só um terço dos brasileiros usa serviços públicos pela Internet

Pesquisa do CGI.br, aponta como limitadores questões de segurança, dificuldade de encontrar o serviço e falta de retorno das solicitações

Rui Maciel, do IDG Now!

01/12/2010 às 11h33

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Pouco mais de um terço dos brasileiros (35%), acessa a Internet para usar serviços públicos. A informação foi apontada no estudo TIC Governo Eletrônico (e-Gov), realizado pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), que envolveu três mil pessoas e 650 empresas. Os resultados foram divulgados nesta quarta-feira (01/12).

De acordo com o relatório, o principal limitador para o uso do e-Gov está relacionado à proteção e à segurança dos dados, segundo a opinião de 39% dos entrevistados. Já 29% afirmaram que os serviços desejados são difíceis de encontrar, enquanto 28% declararam que dificilmente recebem retorno quanto às solicitações.

Ainda na questão das limitações, 23% dos entrevistados disseram que até conseguem achar os serviços de e-Gov que precisam na Web, mas náo conseguem completar a transação. Já 21% afirmam que o uso dos serviços públicos na Internet é muito complicado.Esse mesmo número declarou que na rede, eles não têm a confirmação de que o pedido chegou aos órgãos responsáveis. "A cultura do carimbo e do cartório influencia a experiência do cidadão, que passa a exigir da Internet alguma ferramenta semelhante da garantia da transação", afirmou Alexandre Barbosa, diretor da CETIC.br / NIC.br.

A pesquisa apontou ainda os serviços do governo eletrônico que deveriam estar disponíveis na Web e não estão: 28% gostariam de agendar consultas e exames médicos pela Internet; já 11% querem emitir documentos, enquanto 6% desejam acesso a solicitação de certidões negativas e 5% desejam visualizar vagas de emprego.

Entre os motivos alegados para não usar os serviços de e-Gov, 48% das pessoas afirmaram que preferem ser atendidas por uma pessoa frente a frente. O mesmo percentual declarou não saber usar o computador muito bem. Já 43% disseram não ter computadores e 36% não têm acesso à Internet em casa. Outras razões incluem a falta de interesse pelo assunto (35%), a questão da segurança dos dados (30%) e a falta de conhecimento da existência dos serviços (17%). "Analisando o índice de pessoas que não se interessa ou não sabia da existência dos serviços de e-Gov, recomendamos ao governo uma maior ação de inclusão digital e também maior divulgação sobre os serviços", afirmou Barbosa.

Potencial de crescimento

Ainda que a pesquisa indique um baixo uso dos serviços de e-Gov, o potencial deste recurso é promissor. Isso porque  o estudo indica 56% da população escolheria a Internet para usar os serviços na próxima vez que for necessário e outros 60% declaram-se propensos a indicar o serviço na web para suas redes de contato. Além disso, 91% dos cidadãos usuários do e-Gov declararam estar satisfeitos ou muito satisfeitos em relação aos serviços.

O relatório indica ainda que 79% das empresas usam serviços do governo eletrônico, o que significa que a Web está mais consolidada para efetivar a relação entre governo e o meio corporativo.E 88% das empresas usam o e-Gov tanto para busca de informações quanto realização de transações.

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