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Sony não cumpre promessa e diz que PSN não tem data para voltar

Empresa admite que não foi capaz de recuperar a rede online do PS3 até agora, mas não divulga novo prazo. Dados de milhões de usuários foram roubados.

PC World

09/05/2011 às 15h38

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A Sony anunciou novamente que não conseguirá cumprir seu próprio cronograma para a volta da Playstation Network (PSN). A empresa japonesa vem tentando recuperar sua rede online desde 19/04, data em que ela foi invadida e derrubada devido a uma grave falha de segurança.

No domingo seguinte (1/05), um comunicado oficial da companhia dizia que, até o fim da semana, a PSN retornaria. O plano, porém, foi prejudicado por mais uma ofensiva, dessa vez à Sony Online Entertainment, seu serviço para games multiplayer.

“Não calculamos corretamente a extensão do prejuízo à Sony Online Entertainment. Estamos aproveitando a oportunidade para testar os servidores exaustivamente”, afirmou o porta-voz da empresa, Patrick Sybold, na última sexta-feira (6/05) via blog oficial.

Embora um novo prazo não tenha sido proposta no texto, o porta-voz da Sony no Japão, Shigenori Yoshida, disse no dia seguinte à agência Bloomberg que espera-se que até o fim do mês tudo esteja resolvido.

Problemas e atrasos
A princípio, a Sony prometera recuperar a PSN em até dois dias. No entanto, o problema era bem maior do que suspeitava. Os crackers não só haviam derrubado a rede, como também conseguiram roubar dados pessoais dos usuários, como nomes, senhas, e-mails, endereços e mesmo data de nascimento. Não há evidências de que informações financeiras foram copiadas, mas a possibilidade não está descartada.

O ataque à Sony Online Entertainment serviu para agravar o que já estava ruim. Cerca de 24 milhões de usuários tiveram seus dados roubados, e os números de 20 mil cartões de crédito se perderam. Ao Congresso americano, a Sony disse que encontrou em seus servidores atacados o nome Anonymous – grupo hacker – com a inscrição: “Nós Somos a Legião”. O grupo nega envolvimento – por mais que tenha declarado guerra contra a companhia algumas semanas antes – mas admite que alguns membros podem ter agido por conta própria.

Na última semana, o tom da companhia mudou. Howard Stringer, presidente e CEO, divulgou uma longa explicação sobre o que estava acontecendo, e pediu desculpas pelos transtornos – postura diferente da adotada anteriormente, quando poucas informações eram comunicadas.

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