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Spammers faturam cerca de US$ 3,5 milhões por ano, diz estudo

Lucratividade obtida com o envio de mensagens não desejadas e que vendem de tudo é mais baixa do que se acreditava.

IDG News Service/EUA

10/11/2008 às 18h55

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Uma das mais notórias redes de computadores zumbis, usada para enviar spam, pode render mais de 3,5 milhão de dólares por ano vendendo remédios como o Viagra, de acordo com uma nova pesquisa.

Para fazer o estudo, os pesquisadores se infiltraram em uma botnet (rede de computadores zumbis) chamada Storm, que usa vários computadores hackeados para enviar spams. Eles monitoraram quantas mensagens enviadas pelos spammers chegaram às caixas de entrada dos usuários e se tais mensagens os levavam a comprar o produto ou mesmo infectar seus computadores com algum malware.

Apesar de os filtros usados por servidores de e-mail como Yahoo, Google e Microsoft conseguirem bloquear uma grande quantidade de spams, essas mensagens continuam chegando a usuários que, às vezes, se revelam receptivos compradores.

Durante a pesquisa, 469 e-mails de spam diferentes foram enviados. Das 350 milhões de mensagens sobre produtos farmacêuticos como o Viagra, 10.522 usuários visitaram o site que havia no e-mail. Apenas 28 pessoas tentaram fazer uma compra.

"A baixa taxa de compra não significa uma baixa receita ou lucratividade", disseram os pesquisadores da Universidade da Califórnia, dos campi de Berkley e San Diego.

A média de preço do produto era 100 dólares. Calculando quanto o spam farmacêutico envia todos os dias, a receita poderia atingir sete mil dólares por dia. Por ano, chegaria a 3,5 milhões de dólares.

Entretanto, enviar spam é caro. Custaria 25 mil dólares para enviar 350 milhões de mensagens, que é demais para possivelmente gerar lucro de acordo com a taxa de vendas observada.

Os pesquisadores acreditam que sugerem um modelo de negócios no qual aqueles que controlam a rede botnet Storm também são os responsáveis por desenvolver os sites de venda dos remédios.

"Se for verdadeira, a hipótese é animadora. Sugere que o mercado de distribuição de spam não cresce o suficiente para produzir preços competitivos", disseram.

O resultado é que os spammers podem estar trabalhando sob margens de lucro bastante apertadas, e suas campanhas são "economicamente suscetíveis a novas defesas", concluiu o estudo.

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