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Speedy: Anatel avalia retomada das vendas do serviço nesta quinta

Agência irá determinar se Telefônica cumpriu determinações, como a criação de um plano de contingência e normalização do serviço.

Fabiana Monte, da Computerworld

18/08/2009 às 12h16

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A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) vai avaliar a retomada da venda do serviço de acesso à internet em banda larga Speedy, da Telefônica, nesta quinta-feira (20/8). O assunto está na pauta da reunião do conselho diretor, que analisará se a empresa cumpriu as determinações indicadas nos itens I e II do documento que proibiu a venda do Speedy em 23/6.

Os tópicos dizem respeito à criação de plano para garantir a disponibilidade do serviço, incluindo estratégia de contingência, gerenciamento de mudanças, implantação de redundância de redes e sistemas críticos, planejamento operacional e cronograma que indique data a partir da qual essas medidas estariam implementadas.

O segundo item estabelece a proibição da venda do Speedy até que a operadora  declarasse ter implementado medidas para garantir a efetiva regularização so serviço e que a Anatel comprovasse isso.

A comercialização de novas assinaturas do Speedy foi suspensa devido aos diversos problemas na prestação do serviço registrados este ano. Em 17/7, a Telefônica anunciou a conclusão da primeira das três etapas do plano de recuperação do serviço que envolve investimentos da ordem de 70 milhões de reais.

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Histórico
A mais séria das falhas do Speedy ocorreu em julho de 2008, quando os clientes da empresa ficaram por 36 horas sem o serviço. Na ocasião, um problema no roteador, equipamento que faz o controle do tráfego da internet, em Sorocaba, interior de SP, foi apontado pela empresa como o responsável pela pane.

Em abril, o serviço de banda larga da Telefônica ficou instável por quase uma semana. A empresa apontou ataque de crackers como o motivo para a instabilidade do Speedy.

No começo de junho de 2009, foi a vez da telefonia fixa enfrentar problemas, deixando mudos telefones de várias regiões do Estado de São Paulo por 14 horas. Desta vez, a Telefônica culpou um prestador de serviço, que cometeu uma falha humana, de acordo com comunicado distribuído pela operadora.

Reportagem de COMPUTERWORLD, que ouviu especialistas e ex-funcionários do alto escalão da operadora, aponta que a excessiva terceirização de serviços e a falta de investimentos estão na raiz dos problemas enfrentados pela companhia.

Em junho, nova instabilidade afetou os usuários do Speedy. A Telefônica disse que os problemas eram localizados e não afetavam vários clientes do serviço.

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