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Speedy para de ser vendido a partir da zero hora desta quarta-feira

Operadora vai suspender a venda do serviço de banda larga à meia-noite de hoje (23/6), mas vai entrar com recurso junto à Anatel.

Fabiana Monte, editora-assistente do COMPUTERWORLD

22/06/2009 às 16h44

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A Telefônica vai entrar com um recurso administrativo na Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) contra a decisão do órgão regulador a repeito da suspensão da comercialização do serviço de banda larga Speedy.

De acordo com a empresa, o recurso tem o objetivo de suspender a decisão publicada no Diário Oficial desta segunda-feira (22/6) e receber mais informações a respeito do assunto. Por meio de sua assessoria de imprensa, a operadora informou não ter recebido todas as informações a respeito do tema. Ainda não há prazo para que a medida seja tomada.

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A Telefônica também informa que vai suspender a venda do Speedy  por meio de sua central de atendimento telefônico a partir da meia-noite desta terça-feira (23/6), uma vez que, segundo a operadora, existe um prazo legal de 24 horas para que ela possa se ajustar à determinação publicada nesta segunda-feira no Diário Oficial da União. A Anatel diz que a empresa deve cumprir a exigência a partir de hoje.

Em um comunicado enviado por e-mail, a operadora disse que por volta das 18 horas de ontem (22/6) recebeu uma notificação da Anatel contendo o teor integral do despacho e que "também está tomando medidas para suspender a comercialização do serviço, no menor prazo possível, por meio de outros canais de vendas."

O advogado Guilherme Ieno, sócio da da Koury
Lopes Advogados, ouvido pela reportagem do IDGNow! diz que as sanções da Anatel valem a partir da publicação no Diário Oficial. Uma notificação pode ser feita por fax, pelos Correios ou mesmo pelo
Diário Oficial", explica Ieno. "Se o despacho foi publicado no Diário
Oficial de hoje, a empresa está dada por notificada. Não existe prazo de 24 horas."

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Histórico
A Telefônica enfrentou várias panes em seus serviços de banda larga e de telefonia fixa nos últimos 12 meses. A mais séria delas aconteceu em julho de 2008, quando os clientes da empresa ficaram por 36 horas sem o Speedy. Na ocasião, um problema no roteador, equipamento que faz o controle do tráfego da internet, em Sorocaba, interior de SP, foi apontado pela empresa como o responsável pela pane.

Em abril, o serviço de banda larga da Telefônica ficou instável por quase uma semana. A empresa apontou ataque de crackers como o motivo para a instabilidade do Speedy. No começo de junho de 2009, foi a vez da telefonia fixa enfrentar problemas, deixando mudos telefones de várias regiões do Estado de São Paulo por 14 horas.

Dessa vez, a Telefônica culpou um prestador de serviço, que cometeu uma falha humana, de acordo com comunicado distribuído pela operadora.

Uma reportagem do Computerworld, que ouviu especialistas e ex-funcionários do alto escalão da operadora, aponta que a excessiva terceirização de serviços e a falta de investimentos estão na raiz dos problemas enfrentados pela operadora.

Nesta semana, nova instabilidade afetou os usuários do Speedy. A Telefônica disse que os problemas eram localizados e não afetavam vários clientes do serviço.

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