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Speedy pode ter venda liberada ainda nesta semana

Após o aval da Agência Nacional de Telecomunicações, serviço de banda larga da Telefônica terá acompanhamento por seis meses.

Fabiana Monte, da Computerworld

24/08/2009 às 12h08

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Esta semana, a Telefônica deverá ser autorizada a voltar a vender seu serviço de acesso à internet em banda larga, Speedy. Segundo a conselheira da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Emília Ribeiro, todos os membros do conselho estão convencidos de que a empresa cumpriu as exigências do órgão regulador e, portanto, pode retomar a comercialização do Speedy. "Em seis meses a Telefônica será acompanhada pela Anatel", afirma Emília.

O assunto será avaliado na reunião do conselho diretor da agência marcada para a próxima quarta-feira (26/8), em Brasília (DF). O tema esteve na pauta no encontro da semana passada, mas a decisão foi adiada porque o conselheiro Plínio de Aguiar Júnior pediu vistas do processo.

Segundo Emília Ribeiro, Aguiar pediu mais prazo para avaliar o relatório e analisar detalhes técnicos do documento. "Acredito que essa semana a gente tenha a decisão. É unâmine no conselho diretor que Telefônica fez o plano", diz a conselheira.

A Anatel avaliará se a Telefônica cumpriu as determinações indicadas nos itens I e II do documento que proibiu a venda do Speedy desde 23/6. A comercialização de novas assinaturas do Speedy foi suspensa devido aos diversos problemas na prestação do serviço registrados este ano. Em 17/7, a Telefônica anunciou a conclusão da primeira das três etapas do plano de recuperação do serviço que envolve investimentos da ordem de 70 milhões de reais.

Histórico
A mais séria das falhas do Speedy ocorreu em julho de 2008, quando os clientes da empresa ficaram por 36 horas sem o serviço. Na ocasião, um problema no roteador, equipamento que faz o controle do tráfego da internet, em Sorocaba, interior de SP, foi apontado pela empresa como o responsável pela pane.

Em abril, o serviço de banda larga da Telefônica ficou instável por quase uma semana. A empresa apontou ataque de crackers como o motivo para a instabilidade do Speedy.

No começo de junho de 2009, foi a vez da telefonia fixa enfrentar problemas, deixando mudos telefones de várias regiões do Estado de São Paulo por 14 horas. Desta vez, a Telefônica culpou um prestador de serviço, que cometeu uma falha humana, de acordo com comunicado distribuído pela operadora.

Uma reportagem de COMPUTERWORLD, que ouviu especialistas e ex-funcionários do alto escalão da operadora, aponta que a excessiva terceirização de serviços e a falta de investimentos estão na raiz dos problemas enfrentados pela companhia.

Em junho, nova instabilidade afetou os usuários do Speedy. A Telefônica disse que os problemas eram localizados e não afetavam vários clientes do serviço.

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