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Stanford desenvolve método para produzir chips mais rápidos e baratos

Pesquisadores descobriram novo método para produção de chips a partir de arseneto de gálio. Composto é apontado como o novo silício

IDG News Service

25/03/2015 às 12h24

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Pesquisadores da Universidade Stanford descobriram uma nova forma mais econômica de fazer chips e painéis solares usando arseneto de gálio, um composto químico sintético que atua como semicondutor e cujas propriedades se comparam ao silício.

Durante muitas décadas, o silício tem sido o semicondutor para eletrônicos ideal. É abundante e barato e seu processso de manufatura é bem compreendido, mas nem sempre ele é a melhor escolha.

A ideia é que eletrônicos ganhariam muito mais velocidade se usarem ao invés do silício o arseneto de gálio. O que torna o composto uma opção melhor para chips que lidam com dados em uma velocidade alta, ou seja, resultariam em computadores mais velozes e eficientes.

A opção também beneficiaria a produção de painéis solares, uma vez que o gálio é muito mais eficiente em converter a luz solar em eletricidade.

No entanto, o composto sintético é muito mais caro. Para se ter uma ideia, um disco de 8 polegadas custa cerca de 5 mil dólares comparado aos 5 dólares de um feito com silício.

O novo método de manufatura desenvolvido pela Stanford não tornará a pastilha de gálio mais barata. Porém permitirá que ele seja reusado de 50 a 100 vezes, o que significa uma redução dramática por custo de chip e a abertura para o uso do material em larga escala.

Como é feito

No processo, aparelhos são feitos em cima de uma pastilha de gálio, assim como acontece com outros materiais. Mas depois, os dispositivos são separados da pastilha usando um laser, o que permite a pastilha seja reusada. O processo então reduziria dramaticamente os custos de um aparelho feito com o material. E como umn benefício extra, as pastilhas de gálio são mais flexíveis.

A universidade submeteu a pesquisa para obtenção de patente e já fala com produtores de chips semicondutores  sobre licenciar para testes e eventual uso para sua produção comercial.

Um vídeo divulgado pela própria Stanford revela como é a manufatura do chip:

 

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