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Steve Jobs pode ter diabetes, avalia médico

Diretor de centro de endocrinologia do hospital Cedars-Sinai, de Los Angeles, estima que o CEO da Apple pode ter uma espécie de diabetes ou uma disfunção de enzimas.

Gregg Keizer, Computerworld/EUA

08/01/2009 às 14h55

Foto:

Steve Jobs, CEO da Apple, pode ter sintomas que parecem com diabetes
tipo 1, de acordo com um endocrinologista do hospital Cedars-Sinai, de
Los Angeles. O tratamento, diz o médico, pode ser feito com insulina.

Na última segunda-feira (05), Jobs, 53 anos, culpou uma "disfunção hormonal"
por conta da sua perda de peso, que vem levantando especulações sobre
seu estado desde junho, quando ele apareceu na conferência anual de
desenvolvedores da Apple. Muitos rumores surgiram devido à sua
aparência, e preocupou investidores sobre suas condições de saúde, centrada na possibilidade de ele ter câncer.

Em agosto de 2004, Jobs anunciou que passou por uma cirurgia para remover um tumor canceroso em seu pâncreas.

De acordo com Run Yu,
diretor do centro de tumores carcinóides e neuroendócrinos do
Cedars-Sinai Medical Center, de Los Angeles, existem duas explicações
possíveis para a perda de peso de Jobs.

"Muito disso é
especulativo, já que não conheço a condição específica do sr. Jobs",
afirmou o médico. "Mas, em termos de perda de peso, e se o tumor foi
removido por completo, é provável que ele tenha uma diabetes tipo 1
secundária. É algo muito comum em pacientes que removeram um pedaço
grande do pâncreas".

Quando pacientes passam por procedimentos
similares ao de Jobs, os cirurgiões removem muitas "células beta", um
tipo de célula encontrada no pâncreas que produz e libera insulina
junto com a parte doente do órgão.

Tecnicamente, de acordo com
Yu, Jobs não teria diabetes tipo 1, mas sintomas e tratamento
idênticos. Desse modo, o uso de insulina seria o tratamento
recomendado.

Outra explicação para o caso clínico de Jobs é
que ele teria uma deficiência de enzimas digestivas, que também pode
ter sido causada pela remoção do tumor quatro anos atrás. "Um
diagnóstico clínico provável seria a fraca absorção de nutrientes",
disse Yu. "Essas enzimas produzidas no pâncreas ajudam na digestão."

Desse
modo, se o corpo de Jobs não está gerando essas enzimas, ele pode não
reter nutrientes suficientes dos seus alimentos, de acordo com o
endocrinologista.

O tratamento para isso, afirmou, seria um
suplemento de enzimas, gerada em pâncreas de animais, e que pode ser
misturado aos alimentos. "Você coloca na comida e ingere tudo com a
enzima. É algo que vai direto ao ponto".

O próprio Jobs usou a
frase "simples e direta" para descrever seu tratamento, dizendo que os
médicos descobriram um "uma falha hormonal que estava "roubando"
proteínas que meu corpo precisa para se manter saudável".

Yu
afirmou que Jobs provavelmente se confundiu com a questão dos
hormônios. "Um desequilíbrio de enzimas, não de hormônio, roubaria do
seu corpo as proteínas necessárias".

A saúde de Jobs tem se
mostrado um problema para investidores e aberto espaço para
especulações por mais de seis meses. Em julho, cerca de um mês depois
da sua palestra no WWDC, conferência mundial de desenvolvedores Apple,
Jobs falou extra-oficialmente com um repórter do The New York Times que
informou apenas que os problemas do CEO "não são uma ameaça à sua vida,
e ele não teve uma reincidência do câncer".

Nos meses seguintes, diversos incidentes, incluindo a publicação do seu obituário pelo serviço de notícias financeiras Bloomberg e uma notícia falsa de que Jobs teve um ataque cardíaco em outubro, abalaram as ações da empresa.

Yu
explicou que, ao contrário dos rumores, o prognóstico para alguém como
Jobs é "muito bom", mas o médico afirma que tem apenas uma impressão do
caso do CEO da Apple. "Esses dois [a diabetes ou a deficiência de
enzimas] são os cenários mais comuns".

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