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Steve Jobs xinga desenvolvedores, critica Flash e fala sobre o iPhone 4G

Executivo afirmou que alguns mentem sobre vetos a aplicativos; "não corremos para a imprensa para dizer que o cara é um filho da p* de um mentiroso", declarou

Macworld/EUA

02/06/2010 às 11h45

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Steve Jobs, principal executivo da Apple, deu o ar de sua graça na noite de ontem (1/6) na abertura da D Conference, evento promovido pelo Wall Street Journal. Durante 100 minutos ele participou de uma sessão de perguntas, ao lado dos colunistas Walt Mossberg e Kara Swisher.

O polêmico executivo respondeu a algumas perguntas, fugiu de algumas outras e deu algumas informações interessantes que mostram seu jeito de pensar. E pegou pesado em alguns momentos...

Vetos na App Store
Jobs afirmou: “nós temos poucas regras: o aplicativo deve fazer o que
promete, não pode travar e não pode usar APIs (interface de programação de
aplicativo)
privadas... Mas aprovamos 95% de todos os softwares que são submetidos”.
Mas ele admite que há excessos, principalmente no caso dos aplicativos com
caricaturas de políticos que foram vetados recentemente. “Somos culpados
por alguns erros. Estamos fazendo o melhor possível. Estamos aprendendo
o mais rápido que podemos”.

Segundo Jobs, alguns desenvolvedores mentem sobre vetos. “O que acontece
é que algumas pessoas mentem. Eles usam APIs não documentadas ou tentam
fazer algo diferente do que divulgam e correm para a imprensa. Têm seus
15 minutos de fama. Nós não corremos para a imprensa e dizemos que  esse
cara é um filho da p* de um mentiroso.

O iPhone perdido
Jobs admitiu que o iPhone 4G fotografado pelo Gizmodo estava em uso por seus funcionários como parte de um teste normal de produtos. “Para fazer um produto wireless funcionar direito, é preciso testá-lo. É preciso levá-lo para o ambiente externo. Um de nossos funcionários estava com um deles. Há uma discussão sobre se ele foi esquecido no bar ou roubado”, explicou o executivo. “É uma história incrível. Tem furto, compra de propriedade roubada, extorsão. Tenho certeza que também deve ter sexo... Alguém deveria fazer um filme sobre isso”, completou.

A briga com a Adobe
Questionado sobre a recusa da Apple sobre o uso de Flash no iPhone OS, o executivo afirmou que “escolhemos tecnologias que têm um futuro e sejam inovadoras. Se você busca com cuidado, evita perda de um grande volume de trabalho. Nós temos um histórico de coisas feitas. Abandonamos os disquetes no primeiro iMac. Deixamos as portas serial e paralela. Você vê USB nos primeiros iMacs. Fomos um dos primeiros a abandonar drives ópticos, como MacBook Air. O Flash já teve o seu momento, mas está queda. E o HTML5 está em ascensão”.

Computadores são como caminhões
Enquanto falava sobre o iPad e se os tablets vão substituir os noteboooks, Jobs fez uma comparação com veículos para manifestar sua opinião: “PCs serão como caminhões. Poucas pessoas precisarão deles... Essa transformação fará algumas pessoas desconfortáveis. O PC já teve seu tempo”.
Como a Apple trabalha
Ele descreve sua empresa como “incrivelmente colaborativa, sem comitês e uma com uma organização semelhante a uma startup”, explicou. “O que faço todos os dias é me reunir com equipes”, completou. Perguntado por Mossberg se as pessoas podem dizer a ele que está errado, Jobs disse que sim, e que nem sempre ele vence nas discussões. “As melhores ideias têm que vencer”, completou.

Guerra com a Microsoft
“Nós nunca nos vimos em uma guerra de plataformas com a Microsoft. Talvez seja por isso que perdemos. Apenas queremos fazer a melhor coisa. Só pensamos sobre isso. Como podemos fazer um produto melhor?”

iPad e iPhone
Jobs disse que a principal diferença ao desenvolver o iPad, em relação ao que a Microsoft tentou fazer com os Tablet PCs, foi acreditar que o equipamento não podia ter interface com caneta stylus deficiente (os tablets com o Windows nunca decolaram). E ele admitiu que o iPhone nasceu de um protótipo de tablet.

“Ele começou como um tablet. Tive a ideia de ter um display com interface multitouch. Perguntei ao nosso time e seis meses mais tarde eles vieram com esse tela incrível. Eu dei isso para um de nosso brilhantes caras da área de interface, que incluiu scroll por inércia e outras coisas. Foi então que pensei que poderíamos fazer um telefone com isso. O tablet ficou de lado e começamos a trabalhar com o celular.”

Suicídios na Foxconn
Questionado sobre as mortes na fábrica que produz equipamentos como o iPhone, Jobs minimizou o problema: “temos consciência disso... a Foxconn não é uma fábrica inadequada. Eles têm restaurantes e cinemas. Eles têm alguns suicídios e tentativas de suicídio, e têm 400 mil pessoas lá. A taxa está abaixo da registrada nos Estados Unidos, mas não deixa de ser um problema.”

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