Streaming e transporte por app vão entrar no cálculo da inflação em 2020

IBGE explicou que esses e outros hábitos de consumo entrarão na atualização da lista de itens usados para calcular o IPCA

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mudará em fevereiro de 2020 os dados utilizados para fazer o cálculo da inflação, que é medida pelo Índice de Prelos ao Consumidor Amplo (IPCA), para remover produtos e serviços que não fazem mais parte do dia a dia da população e substituí-los por outros que se tornaram mais presentes.

Na nova tabela, entram aspectos como serviços de streaming, pacotes de internet, telefone e TV, videogames e transportes por aplicativos. Ficarão de fora objetos como aparelho de DVD, manutenção de microcomputador, assinatura de jornal, locação de DVD, revelação e cópia (de fotos) e telefone público.

 

Explicando o cálculo

O IPCA mede o preço médio necessário para comprar produtos e serviços que são utilizados pela maior parte de brasileiros, como forma de medir a inflação. O índice é criado com base nas informações coletadas pela Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), que realiza o levantamento de preços com base nos itens listados.

Por conta da metodologia, é necessário que os produtos selecionados reflitam com realismo as escolhas de consumo da população. O que não estava acontecendo, de acordo com os dados da Pesquisa de Orçamento Familiar

“Ficamos muito tempo sem ter uma POF e temos uma mudança cada vez mais rápida no padrão tecnológico. Tivemos a saída de alguns itens que realmente não encontramos mais. Ao mesmo tempo, tivemos a entrada de produtos que estão no cotidiano de milhões de brasileiros”, explicou o gerente de Índice de Preços do IBGE, Pedro Kislanov.

A lista completa pode ser encontrada neste link

 

Outras percepções

A nova estrutura do IPCA é composta por 377 produtos e serviços divididos em nove subitens, que são: Alimentos e bebidas, Artigos de residência, Habitação, Educação, Despesas pessoais, Saúde e cuidados pessoais, Transportes, Comunicação e Vestuário.

O subitem de alimentação foi o que sofreu mais mudanças: 25 itens foram retirados, como peixes e produtos em conserva, para dar lugar a frutas e itens como macarrão instantâneo, suco em pó e requeijão.

 

Peso em transportes e maior presença de São Paulo e Brasília

Outra mudança significativa feita para o cálculo da inflação está no fato de que o grupo de transportes será o principal componente a “puxar” o aumento de preços, respondendo por 20,8% do indicador e superando a categoria de alimentos e bebidas, que agora corresponde a 19% do IPCA.

“O aumento no peso do transporte pode ser explicado pela menor quantidade de opções desse serviço, enquanto na alimentação, as famílias têm mais facilidade em trocar alguns produtos por outros, para economizar”, explicou Kislanov.

O peso das regiões analisadas pelo IPCA também será modificado a partir do próximo ano. São Paulo passa a representar 32,32% do cálculo (contra 30,67% anterior) e Brasília irá corresponder a 4,09% da conta (antes, ficava com 0,42%).

Quem perdeu espaço foram as cidades do Rio de Janeiro (que foi de 12,06% para 9,41%) e Belo Horizonte (de 10,86% para 9,84%).

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