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Sucesso da App Store mudará a forma de vender software

Americanos devem gastar US$ 4,2 bilhões com downloads de programas para smartphones até 2013; loja online da Apple superou dois bilhões de arquivos baixados

Computerworld/EUA

29/09/2009 às 15h45

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A App Store, loja de aplicativos da Apple, superou dois bilhões de aplicativos baixados.  Os números divulgados pela Apple na segunda-feira (28/9) impressionam e já influenciam a forma como outras empresas comercializam seus softwares. Foram mais de 10 milhões de downloads de aplicativos por dia no mês de setembro na loja da Apple.

Segundo o analista da consultoria Yankee Group, Carl Howe,  depois que a App Store foi lançada, em junho de 2008, ela levou apenas nove meses para atingir a marca de um bilhão de downloads, e apenas pouco mais de seis meses para chegar aos dois bilhões. Ele também lembra que esse crescimento trouxe mais de 125 mil profissionais para o programa de desenvolvimento de aplicativos de iPhone.

Howe afirma que entre os segredos para o grande numero de downloads estão a quantidade de aparelhos vendidos (são mais de 50 milhões de iPhones e iPods touch), mas também o modo facilitado com que são baixados. “Se você oferece um atalho para encurtar o tempo do comprador na hora da aquisição de um aplicativo, as vendas crescem”, disse Howe.

Uma pesquisa da Yankee feita com 1.200 proprietários de smartphones nos Estados Unidos mostrou que 18% dos aplicativos baixados por eles eram pagos – desses, 70% eram jogos. Com o crescente número de celulares vendidos e de novas aplicações pagas, a estimativa da receita gerada pelos softwares deve ser multiplicada por dez entre 2009 e 2013, chegando a 4,3 bilhões de dólares.

Para o analista da Enderle Group, Rob Enderle, a marca de dois bilhões de downloads é “excelente”, dada a quantidade de aparelhos vendidos capazes de baixá-los.

Enderle considera que o conceito da loja de aplicativos poderia ter sido criado antes, mas havia limitações como, por exemplo, largura de banda para entrega dos programas. “Estamos testemunhando o que provavelmente será o futuro da entrega de softwares”, falou Enderle.

A RIM, com a BlackBerry Store, e a Nokia, com a Music Store, já possuem iniciativas semelhantes à da Apple.

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