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Sucesso na App Store, Real Racing 3 levanta debate sobre games “freemium”

Com download gratuito, jogo causou polêmica entre usuários por oferecer muitas opções de upgrades pagos.

Macworld / EUA

12/03/2013 às 14h11

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Em poucos dias, o recém-lançado game “Real Racing” foi de um dos jogos mais esperados do ano para um dos mais frustantes, segundo diversos usuários.

A última versão da famosa franquia de jogos de corrida foi a primeira lançada após a Electronic Arts ter comprado a desenvolvedora original do game, a Firemin, em 2011. Embora o antecessor custasse 5 dólares no iPhone e 7 dólares no iPad, “Real Racing 3” corre em um modelo “freemium” – sem custo pelo download, mas cheio de opções de “micropagamento” no game por upgrades. As opções de compra vão de 2,60 dólares, por pequenas melhorias, a até 25 dólares, por um “Silver Card”, que dá 700 mil em créditos do game.

Assim, duas coisas aconteceram com o novo título. Primeiro, o game disparou nos rankings de download da App Store, conseguindo um número bem maior de downloads na primeira semana em comparação aos seus antecessores combinados. Mas mesmo enquanto esses downloads iam se acumulando, os usuários começaram a reclamar que o game era difícil de ser jogado sem as compras de melhorias. Por exemplo, os “tempos” (time outs) forçam os usuários que não pagaram nada a esperar pelos consertos no carro. Quer pular essas pausas? Fácil, faça um micropagamento.

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“Quanto mais você se diverte no game, maior a frequência com que encontrará essas pausas forçadas”, escreveu nosso amigo Nate Ralphh, do TechHive. “Isso te força a escolher entre correr de forma conservadora, abrir a carteira, ou simplesmente achar outra coisa para fazer.”

E apesar de a EA afirmar que está trabalhando constantemente para refinar esse equilíbrio entre seus games – e vai continuar fazendo isso – a produtora também afirma que “Real Racing 3” já é um sucesso. “Pensamos que o mercado se pronunciou”, disse o vice-presidente sênior da EA, Nick Earl. “Esse jogo é tão fluído quanto você quer. A maneira mais fácil de jogá-lo é gastar dinheiro à medida que avança.”

Além da Electronic Arts, outras fabricantes de games, como a rival Gameloft, também estão usando esse sistema. A empresa francesa, por exemplo, traz essa oferta freemium em jogos como “NFL Pro” e “Real Soccer”.

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