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Suicídios em fábrica de iPhone: ativistas prometem boicote ao novo celular da Apple

Apple, Dell e HP unem-se para investigar suicídios na Foxconn; grupo de Hong Kong promete represálias ao iPhone 4G, por conta das condições de trabalho inadequadas

IDG News Service

26/05/2010 às 11h20

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A Apple, HP e a Dell vão se unir para promover uma investigação nas práticas de trabalho da fábrica do Hon Hai Group, mais conhecida como Foxconn Technology, depois de mais um suicídio cometido na sede de Shenzhen, na China, que fabrica iPhones, entre outros equipamentos.

A Foxconn é a maior fabricante de eletrônicos contratada no mundo e produz dispositivos para grandes marcas, incluindo Sony e  Nokia. A investigação será liderada pela Apple.

Um funcionário da fabricante foi encontrado morto na terça-feira (25/5), marcando o que seria o décimo primeiro incidente do gênero neste ano, dos quais nove ou dez fatais (as informações divulgadas pelas agências internacionais são conflitantes sobre esse número). O presidente da companhia Hon Hai Precision (que faz parte do grupo), Terry Gou, negou que a empresa tenha culpa no incidente.

Em meio a questão, ativistas de Hong Kong prometem promover um boicote à próxima geração do celular da Apple, o iPhone 4G, que poderá ser apresentado no próximo mês durante a conferência anual da Apple para desenvolvedores.

A Apple lançou uma declaração nesta quarta-feira (26/5) seguida de uma conferência de imprensa sobre o suicídio na fábrica de Shenzhen, o primeiro com reconhecimento público e direto dos suicídios na fábrica de iPhones, destaca o jornal The Wall Street Journal

“Estamos tristes pelos suicídios recentes na Foxconn. A Apple está comprometida em garantir que as condições de trabalho em nossa fornecedora sejam seguras e que os trabalhadores sejam tratados com respeito e dignidade”, afirmou a empresa.

“Estamos em contato direto com a administração da Foxconn e acreditamos que eles estão tratando a questão com muita seriedade”, completou a Apple. A Foxconn emprega mais de 800 mil trabalhadores na China, dos quais mais da metade trabalham na fábrica gigante de Shenzhen.

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