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Suicídios em fábricas de iPhone: sete mortos em 2010

Foxcon contratou 100 conselheiros, e até monges budistas, para tentar parar a série de mortes em suas fábricas na Ásia

Macworld/Reino Unido

17/05/2010 às 12h25

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A Foxconn Technology, empresa que fabrica equipamentos como iPhone para Apple, além de computadores da HP, está procurando especialistas em saúde mental (e até religiosos) para tentar brecar a onde sem precedentes de suicídios em suas unidades na Ásia.

A empresa ganhou as manchetes em julho do ano passado quando Sun Tanyong, de 25 anos, se matou após perder um protótipo do iPhone 4G.

Pelo menos sete funcionários já morreram em 2010 nas fábricas da empresa, também conhecida como Hon Hai Group. E muitas outras tentativas já foram registradas.

Segundo a Bloomberg, a empresa já contratou 100 "consultores para a área psicológica", o que inclui uma “hotline sentimental” e até preces de monges budistas. Esse esforços já teriam evitado mais de 30 tentativas de suicídio.

A divisão de saúde da Foxconn também pretende trabalhar em parceria com as autoridades chinesas para oferecer suporte aos seus 800 mil trabalhadores na companhia na China, além de construir estruturas para o relaxamento dos operários em suas fábricas.

Em fevereiro, a Apple divulgou um documento, resultado de uma auditoria feita em seus fabricantes em países como Taiwan, China, Filipinas, Cingapura e Tailândia.  O estudo encontrou várias irregularidades, como trabalho infantil e horas de trabalho não registradas.

Na semana passada, a imprensa chinesa divulgou que pelo menos 62 funcionários que trabalham para a Apple na produção do iPhone 4G tiveram que ser hospitalizados. Eles foram vítimas de intoxicação por substâncias químicas utilizadas na fabricação das telas sensíveis ao toque do smartphone.

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