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Symantec apresenta Norton 2010 que traz nova tecnologia de detecção de malware

Produtos de segurança Norton 2010 introduzem tecnologia de detecção baseada na reputação dos arquivos a partir da experiência do usuário na internet

Monica Campi, PC World

27/10/2009 às 14h24

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A Symantec apresentou os produtos de segurança Norton Antivírus 2010 e o pacote de segurança Norton Internet Security 2010 para os usuários finais. A novidade está na nova ferramenta de detecção de malware, chamada Quorum.

A tecnologia vai além da detecção tradicional, baseada na assinatura e no comportamento do arquivo malicioso. O Quorum se baseia na reputação dos arquivos e aplicativos, a partir de seus atributos, tais como a idade do arquivo, origem do download e assinatura digital.

Esses atributos são então combinados, se utilizando de complexos algoritmos que determinam sua reputação. Conforme este arquivo é distribuído pela internet e esses atributos são modificados, a ferramenta Quorum atualiza a reputação deste arquivo.

A ferramenta observa a navegação do usuário e alerta sempre que um arquivo novo e ainda desconhecido tenta ser baixado na máquina. Caso o usuário aceite a instalação e após isso seu computador é infectado, automaticamente o Quorum identifica o mesmo como nocivo e o inclui em sua lista de malwares.

Os produtos Norton 2010 já estão disponíveis e são compatíveis com o novo sistema operacional Windows 7, Windows Vista e Windows XP. O preço sugerido para o Norton Internet Security 2010 é de 99 reais (licença para um PC) e 149 reais (licença para três PCs). Já o Norton Antivírus 2010 sai por 49 reais (licença para um PC) e 99 reais (licença para três PCs); todos com validade de um ano.

Ameaças na rede

De acordo com Bruno Rossini, gerente de Relações Públicas da Symantec para a América Latina, os hackers de hoje não visam mais apenas infectar uma máquina, e sim roubar dados pessoais e financeiros e desta forma ganhar dinheiro com a venda dessas informações.

Dados da própria Symantec mostram que em 2002 o número de ameaças virtuais novas era de 20.547, e em 2006, quando esse cenário de atuação dos hackers mudou, o número de novas ameaças subiu para 140.630. Já em 2009 esse número foi superior a 2,5 milhões e a estimativa é que em 2010 chegue a 3 milhões de novas ameaças.

O delegado da Polícia Federal, Carlos Eduardo Sobral, responsável pela Unidade de Repressão a Crimes Cibernéticos, afirmou que os primeiros casos de crimes virtuais foram os de clonagem de cartão de crédito e fraudes bancárias. Gerando 1044 prisões até o momento, apenas no que diz respeito às fraudes.

Para Sobral o Brasil ainda precisa evoluir na área judicial contra crimes cibernéticos, estando em falta ainda uma legislação mais severa e específica para crimes tecnológicos, como invasões, ataques e sabotagens virtuais.

Sobral também frisou que a Polícia Federal está criando parcerias com as desenvolvedoras de softwares de segurança para também obter informações sobre incidentes na rede, podendo evitar que danos aconteçam e dar início às investigações com mais rapidez.

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