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Tablet da Google chega no 2º semestre custando metade do iPad, diz site

Fontes próximas à gigante afirmam que ela está repensando estratégia e deverá posicionar o tablet próximo ao Kindle Fire, que sai por US$ 199.

PC World / EUA

09/04/2012 às 16h11

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Os ansiosos por uma resposta da Google ao iPad da Apple terão que esperar um pouco mais. Fontes próximas à companhia afirmam que ela adiará o lançamento até julho pelo menos, pois está reformulando sua estratégia.

Os rumores acerca de um tablet da gigante das buscas aumentaram em março, quando o portal Digitimes publicou que um dispositivo da marca com tela de 7 polegadas e preço de 200 dólares estava sendo cogitado. Ele seria vendido somente em lojas virtuais, a fim de otimizar sua rede de distribuição.

Segundo site The Verge, a Google acredita que 250 dólares seria um valor alto demais pelo aparelho. O Kindle Fire, da Amazon, que sai por 199 dólares, tem conseguido vendas na casa dos milhões de unidades por trimestre, e por isso é visto como um rival.

Quanto às especificações, o chamado GooglePad supostamente teria um Tegra 3 como processador e conexão Wi-fi apenas. A empresa, porém, talvez seja forçada a optar por um processador de dois núcleos, bastante comum nos tablets atuais, ou reduzir a qualidade da tela para não ultrapassar sua meta de preço.

Uma ameaça ao iPad?
A iniciativa da Google sugere que a Apple também terá de repensar o futuro do iPad. A 499 dólares ele está rapidamente se isolando como um dispositivo topo de linha, enquanto que seus competidores investem para atrair um público que não deseja gastar tanto.

Por quanto tempo a companhia de Cupertino manterá seu domínio dessa forma? Por pouco, aparentemente, se as últimas especulações estiverem certas. Na última quarta-feira (4/04), o especialista em tecnologia John Gruber afirmou que um iPad menor, de 7,85 polegadas, já começara a ser testado.

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O iPad tradicional, de 10,1 polegadas, dificilmente terá seu preço reduzido a curto prazo, o que fará com que a Apple desenvolva uma versão menor para não perder uma importante parte do mercado. Steve Jobs, em uma de suas conferências, disse que os tablets de 7 polegadas chegavam “mortos às lojas” e, assim, a empresa teria de desmenti-lo para alterar sua estratégia.

Jobs, afinal, se foi, e o novo CEO, Tim Cook, pensa diferente. Ele recentemente visitou a China para ver as condições de trabalho na Foxconn, que fabrica os produtos da maçã – algo que seu antecessor nunca fez – e permitiu que operadoras locais reduzissem o valor do iPhone. Sugere, assim, que não pretende seguir á risca os preceitos de Jobs, por considerá-los, possivelmente, equivocados.

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