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Tablets irão tomar o lugar dos notebooks?

As características dos ultraportáteis podem limitar seu uso. Confira.

Jeff Bertolucci, da PC World/EUA

12/01/2010 às 8h17

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Fabricantes de computadores apresentaram durante o CES 2010 uma variedade de tablets PC e notebooks. Alguns, incluindo o Skylight  da Lenovo, foram muito bem recebidos. Outros - sim, estamos falando de você, tablet da Microsoft-HP - mal foram lembrados, ainda que muito esperados. A Apple não participou do Consumer Electronics Shows, como sempre, mas os rumores de que Steve Jobs irá apresentar sua versão de tablet ainda em janeiro de 2010 não param de crescer, se bem que é mais provável que o anúncio aconteça apenas no segundo trimestre.

Com tantos anúncios sobre tablet levam a uma pergunta natural: será que esse equipamento poderá substituir adequadamente um notebook? Para muitos consumidores, em particular aqueles que usam notebooks padrão (ou quem sabe um netbook) para lidar com e-mails e navegar na web, a resposta é sim.

É claro que isso depende das características do tablet que se estiver avaliando. Mas pelo que vimos durante o CES 2010, os tablets ainda permanecem como uma categoria de hardware indefinida.

Quer exemplos dessa indefinição? Então dê uma olhada no Ideapad U1, equipamentos híbrido da Lenovo que funciona tanto como notebook quanto como tablet graças à sua tela removível, e depois espie o que a Asus pretende com seu portátil de duas telas flexíveis, um protótipo de tablet que pode ser desdobrado para criar uma única tela OLED grande.

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Ideapad U1: notebook híbrido que vira tablet

Notebooks? Bem, todos somos capazes de reconhecer um quando vemos um, a não ser que, naturalmente, que estejamos falando da Lenovo e destes modelos híbridos, que tornam as coisas um pouco mais complicadas.

Para uma questão de argumentação, vamos assumir a seguinte definição: notebook ou laptop é um dispositivo que possui um teclado físico (QWERTY) combinado a uma tela. Sim, nesta definição estamos incluindo os netbooks, que nada mais são do que netbooks mais finos, e com alguma limitação computacional.

Você precisa de um tablet?
Muitas pessoas odeiam teclados QWERTY, dispositivo criado em algo que nasceu no século XIX e que por alguma razão consegui sobreviver à transição para a idade digital. Depois de muitos anos de uso, alguns de nós podem ser considerados datilógrafos (digitadores?) de verdade, mas milhões de usuários de computadores são exímios digitadores de apenas dois ou três dedos.

Quem utiliza um teclado físico apenas para digitar e-mails simplificados, postar mensagens no Twitter ou no Facebook ou outra atividade rápida com textos pode concordar com a morte do teclado QWERTY tradicional, como conhecemos hoje. Mas o problema é: o que irá substituí-lo?

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Protótipo da Asus: tela OLED flexível

Na prática, os tablets deverão ter excelentes sistemas de reconhecimento de escrita e de voz para que sejam aceitos amplamente, mas ainda estamos a anos de ver um sistema de entrada de dados que ofereça a simplicidade do que vimos, por exemplo, em Jornada nas Estrelas.

Assim, para aqueles profissionais que têm na mobilidade parcela importante do seu trabalho, os tablets existentes hoje podem ser suficientes para completar formulários na web, navegar na internet e enviar pequenas mensagens de texto.

Estudantes?  Este é um segmento de mercado que claramente irá se beneficiar de um rápido e preciso sistema de reconhecimento de escrita, já que um sistema de entrada por reconhecimento de voz pode não funcionar perfeitamente em uma sala de aula. Para este público, um notebook é a escolha mais adequada. E mais: alunos tendem a escrever muito e um teclado QWERTY é o dispositivo de entrada mais adequado para isso.

Os tablets também podem ter problemas relacionados à ergonomia. Para quem trabalha no escritório, os notebooks são mais ergonômicos do que equipamentos fininhos que precisam ser segurados. E dispositivos touch podem ser cansativos quando o usuário precisa manter os braços em uma posição elevada por muito tempo.

Pelo menos por enquanto, ainda não dá para afirmar se os tablets irão conseguir substituir nos notebooks/netbooks. No máximo, se ficarem mais baratos, podem substituir os atuais e-readers.

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