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Tecnologia deve ajudar bancos a melhorar atendimento a cliente

Ela deve suportar futuro do setor auxiliando bancos a reduzir custos operacionais e prestar melhores serviços para consumidores.

Rodrigo Afonso, do Computeworld

18/06/2009 às 11h03

Foto:

novo_selo_ciab09O banco do futuro deverá usar a tecnologia para melhorar o atendimento ao cliente e reduzir custos operacionais, possibilitando assim um processo de "bancarização" mais eficiente.

Essa é a avaliação dos debatedores que estiveram presentes na conferência “O futuro dos bancos na visão da indústria de TI”, realizada no CIAB 2009.

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Thomas Elbling, presidente da Perto, fabricante de equipamentos para automação bancária, acredita que as principais oportunidades para os bancos estão na melhoria dos processos de depósito em dinheiro e cheque. “O problema é que o setor ainda trabalha muito em cima de plataformas antigas. Existe tecnologia disponível para que os bancos possam dar um salto de qualidade nos serviços ainda não modernizados”, afirma.

Rogério Oliveira, presidente da IBM para a América Latina, destaca inteligência de negócios, análise de risco e flexibilidade de processos como pontos a serem melhorados. João Abud Júnior, presidente da Diebold, acredita que a truncagem de cheques (processo de compensação com base apenas na troca eletrônica de informações) e a otimização da automação são essenciais. “Esses dois elementos precisam deslanchar para que os custos operacionais caiam e os bancos continuem competitivos”, destaca.

Outra questão que deve preocupar os bancos é como lidar com a geração Y, totalmente educada para a era da internet e que chega ao mercado exigindo novas formas de relacionamento e trabalho. Para José Luiz Rossi, CEO da CPM Braxis, quem se preparar mais rapidamente para esse cenário deve sair na frente.

Sobre cloud computing, Oliveira rechaçou a crença de que segurança é um dos grandes problemas para a adoção da ferramenta. “O que ainda falta ser desenvolvido é inteligência que faça uma modelagem adequada do conceito. Mas a tendência de expansão desse tipo de infraestrutura é muito grande”, ressalta.

Com relação ao uso do celular nos processos bancários, os debatedores afirmaram que tecnologia existe e basta aplicá-la. Para Guilherme Archer Castilho, diretor geral da Itautec, falta surgir um modelo de negócios interessante para operadoras e bancos. “Se não surgir um modelo de negócios sólido, não vai dar para conviver bem com o celular nos bancos”, afirma.

>> Acompanhe aqui a cobertura completa do evento

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