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Tela de seu próximo smartphone poderá ser protegida por cristal de safira

Custos de produção do material, que é muito mais resistente do que o vidro, podem ser reduzidos com um novo tipo de fornalha desenvolvido pela GT Advanced Technologies

Matt Hamblen, Computerworld/EUA

27/02/2013 às 12h03

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No futuro cristal de safira poderá ser usado para proteger as telas dos smartphones, em vez do popular “Gorilla Glass”. Safira artificial, no caso, em vez da preciosa pedra azulada extraída em minas e usada em jóias.

A GT Advanced Technologies espera que uma nova fornalha que desenvolveu, usada para produzir safira industrial a partir de uma matéria prima abundante chamada Corundum, possa reduzir os custos o suficiente para convencer os fabricantes de smartphones e outros aparelhos eletrônicos a usar safira em vez de vidro.

Uma destas fornalhas custa entre 300 e 400 mil dólares. Segundo Jeff Nestel-Patt, diretor de marketing da GT Advanced Technologies, atualmente o vidro usado em smartphones custa cerca de US$ 1 por polegada, comparado a US$ 3 ou US$ 4 por polegada de safira.

Mas o custo pode cair dramaticamente nos próximos dois anos se a Advanced Sapphire Furnace da GT for usada na produção do material, disse ele. A fornalha atinge temperaturas de até 2.200 graus centígrados, e produz imensos lingotes de safira após um processo de “cura” que leva 16 dias. O lingote pode então ser fatiado em lâminas finas para ser usado em telas.

Safira já é usada para proteger as lentes das câmeras de smartphones (como o iPhone 5) e os mostradores de relógios de luxo porque é extremamente resistente, disse Nestel-Patt em uma entrevista durante o Mobile World Congress em Barcelona, Espanha. Em uma demonstração ele tentou riscar uma lâmina de safira colocada sobre a tela de um iPhone 5 usando um pedaço de concreto.

Depois de vários segundos e até alguns golpes com a pedra contra o vidro, foi o concreto que se esfarelou em pequenas partículas, porque a lâmina de safira é mais dura. A safira é o segundo material mais duro no mundo, mais que o vidro e atrás apenas do diamante. Na escala Mohs usada para medir a dureza de minerais o diamante chega a 10 (dureza máxima), a safira a 9 e o vidro (feito de quarzo) não passa de 7.

Nestel-Patt também mostrou como sua pedra de concreto deixou um arranhão bastante visível em uma segunda tela feita de vidro resistente (como o Gorilla Glass). O problema com arranhões na tela de um smartphone é que, em excesso, eles enfraquecem o vidro como um todo, que pode acabar se estilhaçando quando o aparelho é derrubado.

A safira também tem maior pureza óptica, e é usada como substrato na produção de LEDs, segundo oficiais da GT. A empresa ainda está iniciando a campanha para promover sua fornalha, disse Nestel-Patt. “O custo caiu a ponto de que acreditamos que há uma oportunidade para levar a safira a um novo mercado como revestimento de aparelhos e telas sensíveis ao toque”, disse ele.

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