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Telas grandes e sistema ultrapassado marcam os smartphones no MWC 2013

Processadores quad-core, telas de 5 polegadas ou mais com resolução Full HD e uma versão do Android com quase um ano de idade foram algumas das tendências na feira.

Armando Rodriguez, PC World EUA

27/02/2013 às 19h10

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Se há uma coisa que aprendi durante o Mobile World Congress 2013, feira de telecomunicações que aconteceu durante esta semana em Barcelona, na Espanha, foi que ao longo deste ano o mercado de smartphones será muito interessante. Os fabricantes estão alcançando um novo patamar, e criando aparelhos que fazem com que, em comparação, os modelos atualmente nas lojas pareçam peças de museu.

Aparelhos como o HTC One, ASUS Padfone Infinity e LG Optimus Pro nos dão uma amostra do futuro e dos recursos que serão padrão em todos os smartphones nos próximos meses. Mas quais tendências estão ajudando a moldar este futuro? Após passar algum tempo com tantos smartphones quanto possível durante esta semana em Barcelona, algumas coisas se destacam.

Telas grandes e processadores quad-core

Uma tela de 5 polegadas com resolução Full HD (1080p) pode parecer um exagero para alguns. Mas o espaço extra é útil na hora de navegar na web, e a alta-resolução faz diferença na hora de curtir fotos, vídeos e jogos durante uma viagem. Não é surpresa que tantos aparelhos no pavilhão de exposições tivessem telas imensas com densidade de pixels suficiente para colocar até mesmo a tão falada “Tela Retina” dos iPhones no chinelo.

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LG Optimus Pro

O LG Optimus Pro tem uma tela de 5.5 polegadas com uma densidade de 400 pixels por polegada, enquanto o HTC One, com uma tela mais “modesta” de 4.7 polegadas chega a estonteantes 468 pixels por polegada. Compare isso ao iPhone 5, que tem uma densidade de 326 pixels por polegada. O resultado de tantos pixels juntos são algumas das melhores telas do planeta.

Para comandar todas estas telas impressionantes são necessários processadores mais impressionantes ainda. Quase todos os novos smartphones que vimos no Mobile World Congress tinham processadores quad-core e toneladas de RAM. Já havíamos visto vários aparelhos quad-core durante a CES 2013, mas ver mais deles no MWC confirma nosso palpite de que tais processadores rapidamente se tornarão um item padrão em todos os smartphones.

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Huawei Ascend Mate

As telas não só estão se tornando mais nítidas, como também estão ficando maiores. O Samsung Galaxy Note 8.0 é um tablet com tela de 8 polegadas que também pode funcionar como um telefone, e o Fonepad da ASUS é basicamente um Nexus 7 capaz de fazer chamadas. O Huawei Ascend Mate, um smartphone que foi anunciado durante a CES em janeiro, é um pouco mais modesto e traz uma tela de “apenas” 6.1 polegadas, mas ainda assim você precisará de duas mãos, ou dedões enormes, para poder usá-lo. O que antes era uma corrida para ver quem tinha o menor smartphone se tornou uma competição para ver quem consegue criar o maior aparelho possível e ainda chamá-lo de smartphone.

O sumiço do Android 4.2

Em contraste com o hardware, onde os fabricantes parecem estar adicionando tantas inovações quanto possível, o software não parece estar acompanhando o ritmo. Praticamente todos os smartphones Android mostrados no Mobile World Congress - com exceção do YotaPhone - estavam rodando o Android 4.1 Jelly Bean, versão lançada pela Google oito meses atrás durante a edição 2012 do evento Google I/O.

Desde então a Google lançou mais uma versão do sistema (a 4.2, também apelidada de Jelly Bean) e a espera-se que a empresa anuncie mais uma versão do sistema (com o codinome “Key Lime Pie”, algo como “Torta de Lima” em português)  durante a edição 2013 do Google I/O em maio.

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Quase nenhum dos smartphones mostrados no MWC 2013 rodava a versão mais recente do Android

Muitos dos aparelhos sendo anunciados aqui no MWC só estarão nas lojas daqui a alguns meses. E quando chegarem os compradores estarão correndo o risco de levar um smartphone novo - e o contrato com a operadora associado a ele - com um sistema operacional que está duas versões defasado em relação à mais recente. Isto os deixa vulneráveis a falhas de segurança que podem ter sido corrigidas em versões mais recentes do sistema.

Todos os fabricantes com quem conversei disseram que tem planos para atualizar seus aparelhos para o Android 4.2 no futuro próximo. Só podemos cruzar os dedos e esperar que esse “próximo” não signifique “daqui a muitos e muitos meses”.

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