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Telefônica: Vendas do Speedy ainda não têm data para serem retomadas

Presidente da operadora, Antonio Carlos Valente, informa que a primeira etapa do plano de recuperação do serviço já foi concluída.

Fabiana Monte, da Computerworld

17/07/2009 às 14h23

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A Telefônica anunciou nesta sexta-feira (17/7), em São Paulo, a conclusão da primeira etapa do plano de recuperação da infraestrutura do serviço de internet banda larga Speedy. O plano foi iniciado em 26/06, logo após a suspensão da venda do serviço, determinada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) em junho.

Na época, o presidente da Telefônica, Antonio Carlos Valente, disse que a companhia investiria 70 milhões de reais na recuperação da rede de banda larga nos meses seguintes. A previsão da empresa é que a primeira etapa do plano seria concluída em 30 dias. Outras duas teriam duração de 90 dias e 180 dias. De acordo com a operadora de telecomunicações, a intenção é antecipar, também, a segunda e a terceira fases do planejamento.

"Cumprimos a nossa parte, agora é esperar o tempo da Anatel", afirmou o presidente da Telefônica, Antônio Carlos Valente, quando perguntado sobre a expectativa da operadora em retomar a venda do Speedy.

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No último mês, a Telefônica contratou 350 novos funcionários para a central de atendimento do Speedy e outros 150 serão contratados nas próximas semanas. Ao todo, o Speedy conta com 5 mil atendentes. O executivo afirmou que os empregados estão em fase de treinamento tanto em relação a atendimento quanto ao uso do sistema de informações da empresa.

Outra decisão anunciada pela operadora é a redução do número de ofertas do Speedy. Quando a venda do serviço for liberada, haverá menos pacotes. Antes da proibição da Anatel, eram oferecidos cerca de 40 tipos de ofertas do Speedy para os consumidores. Na nova estratégia, o total de pacotes cairá entre 50% e 60%. O objetivo é diminuir as chances de erro por parte dos atendentes e simplificar a compreensão dos clientes.

Valente não respondeu objetivamente quantas assinaturas do Speedy a Telefônica deixou de vender desde que a Anatel suspendeu a comercialização do serviço. Mas informou que em "meses excepcionais", a empresa chegou a conquistar 100 mil clientes.

Histórico
A mais recente falha do Speedy ocorreu em 02/07, cerca de uma semana após a Telefônica ter anunciado a antecipação de investimentos para solucionar os inúmeros problemas que o serviço vem enfrentando no último ano.

O plano é uma tentativa da empresa de retomar as vendas do serviço, proibidas desde 23/06 pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), por tempo indeterminado, devido aos problemas que o Speedy vem apresentando.

A mais séria das falhas aconteceu em julho de 2008, quando os clientes da empresa ficaram por 36 horas sem o Speedy. Na ocasião, um problema no roteador, equipamento que faz o controle do tráfego da internet, em Sorocaba, interior de SP, foi apontado pela empresa como o responsável pela pane.

Em abril, o serviço de banda larga da Telefônica ficou instável por quase uma semana. A empresa apontou ataque de crackers como o motivo para a instabilidade do Speedy.

No começo de junho de 2009, foi a vez da telefonia fixa enfrentar problemas, deixando mudos telefones de várias regiões do Estado de São Paulo por 14 horas. Desta vez, a Telefônica culpou um prestador de serviço, que cometeu uma falha humana, de acordo com comunicado distribuído pela operadora.

Uma reportagem de COMPUTERWORLD, que ouviu especialistas e ex-funcionários do alto escalão da operadora, aponta que a excessiva terceirização de serviços e a falta de investimentos estão na raiz dos problemas enfrentados pela companhia.

Em junho, nova instabilidade afetou os usuários do Speedy. A Telefônica disse que os problemas eram localizados e não afetavam vários clientes do serviço.

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