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Telefônica voltará a vender o Speedy a partir de 27/8

Anatel irá acompanhar o serviço de banda larga da operadora por seis meses. Vendas ficaram interrompidas por 65 dias.

Fabiana Monte, da Computerworld

26/08/2009 às 13h47

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A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) autorizou a Telefônica a voltar a vender seu serviço de acesso à internet em alta velocidade, Speedy. Em reunião nesta quarta-feira (26/8), que teve início às 8h40min e terminou após 13h, o conselho diretor da agência avaliou que a operadora cumpriu as determinações impostas em 23/6, quando o órgão regulador decidiu pela suspensão da venda de novas assinaturas do serviço. O Speedy voltará a ser vendido a partir das 8h desta quinta-feira (27/8), de acordo com a operadora.

Conforme COMPUTERWORLD antecipou nesta terça-feira, o conselho diretor decidiu que a Telefônica será acompanhada durante seis meses por técnicos Anatel. Em entrevista à reportagem, a conselheira Emília Ribeiro afirmou que todos os membros do conselho estavam convencidos de que a empresa criou um plano de recuperação do Speedy.

O conselho diretor analisou se a Telefônica cumpriu as determinações indicadas nos itens I e II do documento que proibiu a venda do serviço. Os tópicos dizem respeito à criação de plano para garantir a disponibilidade do serviço, incluindo estratégia de contingência, gerenciamento de mudanças, implantação de redundância de redes e sistemas críticos, planejamento operacional e cronograma que indique data a partir da qual essas medidas estariam implementadas.

A comercialização de novas assinaturas do Speedy foi suspensa devido aos diversos problemas na prestação do serviço registrados em 2009. Em 17/7, a Telefônica anunciou a conclusão da primeira das três etapas do plano de recuperação do serviço que envolve investimentos da ordem de 70 milhões de reais.

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Histórico
A mais séria das falhas do Speedy ocorreu em julho de 2008, quando os clientes da empresa ficaram por 36 horas sem o serviço de banda larga. Na ocasião, um problema no roteador, equipamento que faz o controle do tráfego da internet, em Sorocaba, interior de SP, foi apontado pela empresa como o responsável pela pane.

Em abril de 2009, o serviço de banda larga da Telefônica ficou instável por quase uma semana. A empresa apontou ataque de crackers como o motivo para a instabilidade do Speedy.

No começo de junho, foi a vez da telefonia fixa enfrentar problemas, deixando mudos telefones de várias regiões do Estado de São Paulo por 14 horas. Desta vez, a Telefônica culpou um prestador de serviço, que cometeu uma falha humana, de acordo com comunicado distribuído pela operadora.

Uma reportagem de COMPUTERWORLD, que ouviu especialistas e ex-funcionários do alto escalão da operadora, aponta que a excessiva terceirização de serviços e a falta de investimentos estão na raiz dos problemas enfrentados pela companhia.

Em junho, nova instabilidade afetou os usuários do Speedy. A Telefônica disse que os problemas eram localizados e não afetavam vários clientes do serviço.

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