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Terremoto no Japão pode atrasar lançamento do iPhone 5

De acordo com analistas, diminuição na fornecimento de memórias flash deve afetar os novos produtos da Apple, que utilizam componentes produzidos no país

Macworld / Reino Unido

17/03/2011 às 10h58

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O terremoto e o tsunami que atingiram o Japão na última semana podem afetar o fornecimento de memória flash para a  Apple, afirma o analista principal da ISH iSuppli, Michael Yang. “A empresa deve sentir esse impacto nos próximos dois ou três meses", diz ele.

As preocupações sobre potenciais faltas de memória têm como foco a Toshiba, que produz cerca de 40% do total de memórias flash do mundo. A companhia japonesa fechou suas fábricas na última segunda-feira, 14/3, para avaliar os danos e o impacto dos blecautes que têm sido implementados no Japão em razão da crise na usina nuclear Fukushima Daiichi, na costa nordeste do país.

Até mesmo uma interrupção curta pode ter um efeito dominó, diz Yang, dependendo de onde os chips de memória estejam no processo de fabricação, quando uma linha é fechada. A Toshiba reconheceu ter perdido material de sua fábrica principal de memória NAND, que fica na região de Tóquio.

Vale lembrar que a Apple é uma grande consumidora desse tipo de componente. A companhia de Steve Jobs usa cerca de 20% da produção mundial, disse Yang, em seus aparelhos móveis, como iPhone, iPad e iPod. A Toshiba e a Samsung são as maiores fornecedoras desse item para a “maçã”.

iPhone 5 afetado?
De acordo com Yang, o timing de uma potencial queda no fornecimento poderia ter impactos no próximo iPhone, porque esse período de final de abril/início de maio é quando a Apple contrataria as fabricantes para começarem a produzir o seu novo smartphone. Isso pensando que a Apple repetirá o que fez em três dos últimos quatro anos: lançar um iPhone em junho. “Poderia haver um efeito cascata, assumindo uma diminuição no fornecimento em maio e o produto sendo lançando em junho ou julho.”

Já o analista da Ticonderoga Securities, Brian White, possui uma visão mais pessimista. “Todas as companhias serão impactadas”, disse. “Podem não ser apenas semicondutores ou memória (NAND), mas talvez em partes menores, como capacitores ou materiais usados em placas de circuito impresso, que estão presentes em todos os produtos eletrônicos.”

Ambos reconhecem que, se essa diminuição no fornecimento acontecer, a Apple provavelmente irá lidar com o problema de forma melhor do que a maioria das empresas.

“O poder de compra da Apple e seu relacionamento com os fabricantes significam que ela terá prioridade”, disse Yang. “Existem outras três grandes fabricantes de NAND – Samsung, Hynex e Micron – e há flexibilidade o bastante aí para que isso não signifique um grande problema para a Apple.”

“Eles (Apple) estão melhor posicionados principalmente em razão de seu tamanho, dos contratos que possuem e do sucesso de seus produtos”, afirma White.

Apesar de a Apple poder enfrentar “apenas um probleminha”, como afirma Yang, em sua habilidade para adquirir memória, outras companhias podem enfrentar questões mais complexas. No mercado de tablets, por exemplo, Yang afirma que nomes como Apple, HP, Motorola, Nokia e Samsung estariam no topo da lista, enquanto outras ficariam de fora.

“Companhias como ASUS e Acer seriam algumas que provavelmente sentiriam o impacto da diminuição no fornecimento”, diz Yang.
A Apple já está enfrentando falta de iPad 2, com os prazos de entrega atualmente  entre quatro e cinco semanas para pedidos realizados em sua loja online. No entanto, como aponta Yang, essa baixa não está ligada aos acontecimentos no Japão.

Mas o futuro é muito nebuloso, diz White, até mesmo para a Apple. “Na noite passada, falei com vários fabricantes asiáticos e nem eles sabem o que vai acontecer, e esses caras estão em cargos de comando.”

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