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Teste: Magic Mouse em ação

Novo periférico da Apple traz design moderno e recursos inovadores, com superfície multitouch; primeira avaliação mostra dificuldade de uso em recurso para exibição de imagens

Macworld/EUA

22/10/2009 às 12h55

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O novo conceito de mouse apresentado pela Apple na terça-feira (20/10)  traz um novo design criativo e moderno, com funcionalidades atraentes. Naquele já conhecido estilo da Apple que faz  a gente sentir vontade de já comprar um. Mas quem põe a mão nele nem sempre mantém esse ânimo. É um dispositivo que você vai amar ou odiar.

O Magic Mouse Bluetooth dispensa os botões tradicionais. Apesar de fazer as funções de um periférico tradicional, não há separação visível entre o receptor do clique direito ou esquerdo. Apesar disso, testamos o periférico durante cinco horas e não houve problema de interpretação dos comandos. Ou seja, basta tocar com o dedo indicador na empunhadura tradicional para que o dispositivo entenda que se trata de um clique esquerdo.

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Quando o usuário pressiona os "botões virtuais", é possível inclusive ouvir o som de clique e senti-lo pressionado naturalmente. E você não precisa tirar o dedo do acessório para dar um duplo clique. Ao descansar a mão sobre ele, durante os testes,  o segundo clique aconteceu, inesperadamente.

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Superfície multitouch cobre toda a área superior do Magic Mouse

Não existem botões laterais, como no Might Mouse (agora chamado de Apple Mouse), nem mesmo roda de rolagem ou a bola de rolar. Essas funções são feitas com a tecnologia de reconhecimento de toque.

Uma das características mais inovadoras do Magic Mouse é o suporte multitouch, que substitui todos esses recursos. Para deslizar algum documento para cima, baixo, esquerda ou direita, só é necessário deslizar o dedo sobre sua superfície na direção adequada. Seus dedos podem estar em qualquer região da parte de cima do mouse para acionar a função.

O gesto de pincelada, usado para ampliar imagens (comum no iPhone), mostrou não ser muito fácil de ser executado. Ele pode ser utilizado, por exemplo, no iPhoto, para alternar entre as imagens. Porém, foi difícil deixar o mouse parado enquanto ele era tocado com a ponta dos dedos para  direita e para esquerda.

Com relação à ergonomia, o Might Mouse, antigo modelo da Apple se adapta melhor à mão do jornalista Roman Loyola, responsável pelo teste. "A curva da minha mão e dos dedos se encaixa melhor no modelo antigo", diz ele. Segundo ele, foi necessário alterar a pressão utilizada  normalmente para se adaptar ao novo produto. "Mas não chegou a ser algo muito desconfortável", explica.

A tampa do Magic Mouse é de plástico e a base é de alumínio com dois trilhos de plástico. Com ou sem mousepad, o periférico respondeu a todos os comandos muito bem.

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Base é feita de alumínio com dois trilhos em plástico

A Apple ainda não disponibilizou o Wireless Mouse Software Update 1.0, software para tornar o Magic Mouse compatível com computadores que não sejam os novos iMacs ou mesmo com o Mac OS 10.5.8, o que impediu os testes em outros equipamentos.

 O produto deve estar disponível no Brasil em dezembro deste ano e seu preço ainda não foi divulgado. Nos Estados Unidos, ele custa 69 dólares.

Macworld prepara um review completo do novo mouse, que estará disponível em breve.

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