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Teste: torturamos o sistema de armazenamento do MacBook Air

Modelos da Apple com memória SSD mostraram resultados bem melhores que os dos discos tradicionais; mas uma unidade não aguentou os testes durabilidade...

Macworld / EUA

14/12/2010 às 18h24

Foto:

É sabido que os novos MackBook Air usam memória flash em vez de discos rígidos, modelo encontrado nos outros Macs. E enquanto os testes iniciais com o Speedmark 6.5 mostraram que o armazenamento em flash do Air ajudou a aumentar a performance do laptop, pensamos se todo esse poder poderia ser mantido com  passar do tempo. 

Drives de estado sólido (SSD, em inglês) e armazenamento em flash (a Apple não chama o armazenamento baseado em flash do Air de SSD; ele não usa um case de disco rígido de 2.5 polegadas como um SSD convencional), oferecem muitas vantagens. Comparados aos HDs, eles são mais rápidos e, como não possuem partes móveis,  são mais resistentes em caso de choque ou queda, e não tendem a falhas mecânicas que os discos rígidos são suscetíveis. Um dos contras mais óbvios é que os dispositivos de memória flash são muito mais caros, a partir da perspectiva de preço por giga, e oferecem capacidades de armazenamento menores. 

Contudo, os problemas de performance não são tão óbvios. As células individuais de dados  em um SSD possuem um número finito de vezes que podem ser gravadas, então os fabricantes geralmente oferecem tecnologias de wear-leveling (o sistema utiliza para gravação as células menos utilizadas) para gastar a memória por igual aumentando sua vida útil. Além disso, o desempenho de gravação pode sofrer quando os SSDs começam a ficar cheios com o passar do tempo; alguns fabricantes usam táticas de “provisões”, separando parte da capacidade do usuário para trocar por blocos ruins e tarefas realizadas em segundo plano.

Ao comprar um SSD, geralmente é possível ler sobre os tipos de tecnologias usadas pelo fabricante. A Apple, ao contrário, não revela detalhadamente as estratégias utilizadas para lidar com os problemas da memória flash, o que irrita muitos consumidores, especialmente aqueles que adquiriram o novo MacBook Air, que utiliza esse sistema e que não pode ser substituído pelo usuário. Sites como o iFixit mostram como abrir o MacBook Air e acessar a memória flash (http://migre.me/2WhSH), entretanto tal procedimento viola a garantia do produto. 

Testes de tortura
Para descobrir como a memória flash da Apple se sai em situações extremas, colocamos três Macs que utilizam SSD como fonte de armazenamento primário e iniciamos as "sessões de tortura". Utilizamos o AJA System Test (http://migre.me/2Wi0E)  Speedmark 6.5  e o DiskTester Fill Volume, da diglloydTools (http://migre.me/2Wi1Z). As máquinas  utilizadas foram um MacBook Air de 2,13 GHz modelo de 2008 com 128 GB de SSD, um iMac de 27 polegadas modelo 2010 com 2,93GHZ e 128 GB SSD e um Macbook Air de 13 polegadas com 1,86GHz com 256 GB de memória flash. 

Os resultados para o iMac e o Air foram similares, e os números dos três rounds estão listados abaixo:

AJA System  - Testes: leitura

iMac: 204MBps

MacBook Air 2010: 201MBps

MacBook Air 2008: 104MBps

 

AJA System  - Testes: gravação

iMac: 177MBps

MacBook Air 2010: 187MBps

MacBook Air 2008: 67MBps

 

DiskTester Fill - Volume: Leitura

iMac: 213MBps

MacBook Air 2010: 210MBps

MacBook Air 2008: 104MBps

 

DiskTester Fill - Volume: gravação

iMac: 172MBps

MacBook Air 2010: 172MBps

MacBook Air 2008: 60MBps

 

Copiar um arquivo de 1 GB 

iMac: 14 segundos

MacBook Air 2010: 13 segundos

MacBook Air 2008: 74 segundos

Após reunir esses resultados, apagamos e instalamos novamente o OS X e migramos os dados a partir de um backup do Time Machine. Depois disso, utilizamos o DiskTester para gravar 2 milhões de arquivos de 8K, apagá-los e repetir o teste. A tarefa seguinte foi apagar e reinstalar o sistema operacional, os dados de backup do Time Machine e, por mais duas vezes, executar outro teste de resistência, desta vez com o MemoryTester, da dglloyd (http://migre.me/2Wi5B). Ao final desse processo, apagamos os dados em flash e reinstalamos o OS X, seguida da restauração via Time Machine.

macbookair390

MacBook Air: batelada de testes  de gravação e leitura

Fizemos os benchmarks novamente e descobrimos que, diferentemente dos drives de estado sólido antigos, a performance não foi prejudicada. Apesar de todos as cópias, leituras, gravações e tudo mais que foi feito nesses dispositivos, eles responderam da mesma maneira que antes da tortura. 

Os testes foram além, e o objetivo foi observar se a performance seria afetada quando a capacidade estivesse quase completa. Preenchemos os 256 GB de memória flash do Macbook Air modelo 2010 até que sobrassem somente 5GB de espaço e executamos o AJA System Test e os testes de duplicação de arquivos. Surpreendentemente, os resultados não mostraram qualquer tipo de degradação do desempenho. 

Um tropeço
O armazenamento flash de um de nossos MacBooks Air de 13 polegadas modelo 2010 com 128 GB de espaço parou de funcionar corretamente antes que fosse possível terminar os testes. Ele falhou a três quartos da reta final na última tarefa, que consistia em instalar o OS X. Tentamos uma restauração a partir de um flash drive USB e a partir do disco de  recuperação do Snow Leopard, no entanto nada funcionou. Ao "bootar" a partir de um drive externo e usar o SuperDuper! (http://migre.me/2Wi7Z) para clonar uma imagem do Air que funcionasse, porém voltou a falhar. 

Executamos o Reparador de disco do Utilitário de Disco do Mac, mas ele não encontrou nenhum problema; em outros episódios, o drive não conseguir ser desmontado com sucesso e, muitas horas depois, decidimos arriscar a vida de outro Air idêntico, que passou por todas as baterias sem problemas, completando todos os testes. Após observar como os três Macs se saíram em todos os testes, é seguro afirmar que aquele Air que falhou no meio caminho foi um episódio de má sorte.

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